Significado de abominavelmente
Explore os principais sentidos da palavra 'abominavelmente', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que causa ou merece repulsa, aversão intensa.
- adj.Que é extremamente desagradável ou repugnante.
- adv.De modo abominável, repugnante.
- adj.Digno de ser condenado ou execrado.
- adj.Muito ruim, de qualidade péssima.
Etimologia:
Abominavelmente deriva do adjetivo "abominável", que por sua vez vem do latim "abominabilis", formado por "ab-" (afastamento) e "ominari" (omen, presságio), indicando algo que se deve evitar por ser considerado um mau presságio.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ético-Religioso
Refere-se ao que é considerado uma grave ofensa ou transgressão contra preceitos divinos ou leis sagradas, sendo passível de condenação moral ou espiritual.
Exemplo: No Levítico bíblico, certas práticas são declaradas "abomináveis" perante Deus, exigindo purificação ou exclusão do convívio comunitário.
Sentido Estético
Descreve uma obra, objeto ou manifestação artística que viola de forma chocante os cânones de beleza, harmonia ou bom gosto de uma época, provocando rejeição intensa no público ou na crítica.
Exemplo: A recepção inicial do quadro "Les Demoiselles d'Avignon" de Picasso, considerado por muitos uma deformação abominável da figura humana.
Sentido Político-Social
Aplica-se a regimes, leis ou atos governamentais considerados profundamente opressivos, desumanos ou contrários aos direitos fundamentais, servindo como termo de forte condenação retórica.
Exemplo: A classificação do apartheid na África do Sul como um sistema abominável pelas resoluções da ONU.
Sentido Psicológico-Existencial
Remete a um sentimento de profundo horror ou náusea perante aspectos da condição humana ou da existência, muitas vezes ligado ao reconhecimento do absurdo ou da degradação.
Exemplo: A reação de nojo existencial descrita por Jean-Paul Sartre diante da contingência e da viscosidade do mundo real.
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