Significado de afrodisiografia
Explore os principais sentidos da palavra 'afrodisiografia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Estudo ou descrição científica dos afrodisíacos, suas propriedades e efeitos.
- s.f.Tratado ou obra escrita sobre substâncias, práticas ou estímulos considerados excitantes sexuais.
- s.f.Ramo da farmacologia ou da etnobotânica dedicado ao registro e análise de estimulantes da libido.
Etimologia:
Afrodisiografia deriva do grego "Aphrodisios", relativo a Afrodite, deusa do amor, e do sufixo "-grafia", que significa descrição ou escrita, referindo-se à descrição ou estudo relacionado ao amor e ao desejo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Etnográfico
Refere-se ao registro e análise comparativa de práticas e substâncias consideradas afrodisíacas em diferentes culturas e períodos históricos.
Exemplo: Os estudos de etnobotânica que catalogam o uso de plantas como a catuaba ou a damiana em rituais e medicinas tradicionais indígenas e africanas.
Sentido Mercadológico
Designa a estratégia de marketing que utiliza a promessa de aumento do desejo ou performance sexual para comercializar produtos, desde suplementos a cosméticos.
Exemplo: A rotulagem e publicidade de certos géis, bebidas energéticas ou pós à base de marapuama ou ginseng, frequentemente enquadrados nessa categoria.
Sentido Literário-Artístico
Refere-se à descrição ou representação estética de cenas, ambientes ou elementos destinados a excitar os sentidos e o desejo no receptor da obra.
Exemplo: As passagens detalhadas sobre banquetes, perfumes e unguentos no romance Satíricon, de Petrônio, que funcionam como uma afrodisiografia narrativa.
Sentido Crítico-Social
Enquadra-se na análise de como discursos sobre afrodisíacos reforçam ou contestam normas de gênero, sexualidade e poder em uma sociedade.
Exemplo: A crítica feminista a certos suplementos "potencializadores masculinos", que perpetuam a ideia de performance sexual obrigatória e a medicalização do desejo.
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