Significado de alabancioso
Explore os principais sentidos da palavra 'alabancioso', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que tem o hábito de fazer elogios excessivos e pouco sinceros.
- adj.Que demonstra vaidade ou presunção exagerada.
- adj.Que contém ou expressa lisonja, adulação.
- adj.Referente a quem se gaba ou se vangloria com frequência.
- adj.Caracterizado por um tom ou estilo exageradamente laudatório.
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "alabancioso" possivelmente deriva de "alabança", termo antigo relacionado a elogio ou louvor, com o sufixo "-oso", que indica abundância ou intensidade.
Sinônimos (sentido comum):
lisonjeiro, bajulador, adulador, bajulento, cortejador, adulatório, bajulativo, louvador, elogioso
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um traço de personalidade marcado pela necessidade de receber validação externa através do elogio constante, tanto ao elogiar os outros de forma hiperbólica quanto ao buscar elogios para si. Um exemplo é o personagem Sir Walter Elliot, de "Persuasão" de Jane Austen, cuja vaidade e necessidade de lisonja o definem como alabancioso.
Sentido Social
Descreve um comportamento estratégico em contextos hierárquicos, onde a linguagem excessivamente lisonjeira é usada como ferramenta para obter favores, ascensão ou proteção. É comum em ambientes cortesãos ou corporativos, como a atuação de certos conselheiros na corte do Rei Luís XIV de França, que usavam a adulação para manter influência.
Sentido Retórico-Literário
Caracteriza um estilo discursivo ou textual que emprega um tom panegírico exagerado, muitas vezes até caricatural, podendo ser usado com intenção satírica. Um exemplo é a oratória de alguns personagens de peças de Molière, como "O Tartufo", onde a linguagem alabanciosa revela hipocrisia.
Sentido Ético
Enquadra-se como um vício ou falha de caráter na tradição filosófica, situado entre a falsa modéstia e a arrogância, pois corrompe a veracidade do elogio e a autenticidade das relações. Aristóteles, em sua "Ética a Nicômaco", discorre sobre a mediania na verdade, condenando tanto a lisonja (alabança) quanto a autodepreciação.
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