Significado de alarida
Explore os principais sentidos da palavra 'alarida', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Grito forte e prolongado, geralmente coletivo, de alarme, protesto ou excitação.
- s.f.Clamor, algazarra, gritaria intensa e confusa produzida por uma multidão.
- s.f.(Por extensão) Grande alvoroço ou rebuliço causado por um evento ou notícia.
Etimologia:
De origem incerta, possivelmente derivada do latim vulgar *alarĭda, relacionado a ala, referindo-se a algo que se alastra ou espalha.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se ao grito coletivo de alerta ou revolta em contextos de agitação social ou insurreição popular. Era um meio de comunicação de massa pré-moderno para convocar pessoas ou expressar descontentamento coletivo.
Exemplo: As alaridas nas ruas de Lisboa durante a Revolução de 1383-1385, convocando o povo contra Castela.
Sentido Jurídico-Policial
Designa o ato de gritar para pedir socorro ou alertar as autoridades e a comunidade sobre um crime em andamento, constituindo um dever cívico em muitas legislações antigas. A "alarida" podia legalmente mobilizar vizinhos para perseguir um criminoso.
Exemplo: No direito medieval português, quem ouvisse uma alarida de "pega-ladrão!" era obrigado a ajudar na captura.
Sentido Literário-Expressivo
Utilizada como recurso estilístico para descrever ou evocar cenários de caos, agitação emocional extrema ou clamor público, conferindo dramaticidade à narrativa.
Exemplo: Na obra "Memorial do Convento", de José Saramago, a alarida do povo durante os autos-de-fé é descrita como um som ensurdecedor de fanatismo e medo.
Sentido Antropológico-Ritual
Remete a gritos coletivos padronizados em cerimônias, rituais ou festividades tradicionais, funcionando como um marcador sonoro de identidade grupal e transição de estados.
Exemplo: As alaridas durante as festas dos caretos no Nordeste Transmontano, em Portugal, que marcam a inversão da ordem social e a expulsão dos maus espíritos.
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