Significado de alfineteira
Explore os principais sentidos da palavra 'alfineteira', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Pequena caixa, estojo ou bandeja destinada a guardar alfinetes.
- s.f.Peça de madeira ou tecido almofadado, usada para prender e organizar alfinetes durante o trabalho de costura.
- s.f.(Brasil, regionalismo) Mulher que trabalha como costureira, especialmente aquela que realiza consertos.
- s.f.(Brasil, gíria antiga) Mulher magra e alta.
- s.f.(Portugal, regionalismo) Pequena loja ou armarinho que vende miudezas para costura, como alfinetes e linhas.
Etimologia:
Alfineteira deriva do substantivo "alfinete", que vem do latim "acupunctus", formado por "acus" (agulha) e o verbo "pungere" (picar, espetar), com o sufixo aumentativo "-ete". O sufixo "-eira" indica recipiente ou local, designando assim o objeto destinado a guardar alfinetes.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se a uma profissão feminina comum antes da industrialização em massa do vestuário, simbolizando um trabalho doméstico ou de pequeno comércio essencial. A alfineteira era frequentemente uma figura central em comunidades, responsável por consertos e ajustes de roupas.
Exemplo: Em narrativas sobre o Brasil colonial e imperial, a alfineteira aparece como uma trabalhadora autônoma que atendia às famílias locais.
Sentido Simbólico-Ritualístico
Em algumas tradições de candomblé brasileiro, "alfineteira" é um apelido ou nome de uma qualidade (falange) da entidade Exu. Esta qualificação está associada à ideia de precisão, penetração e ação direta, assim como o alfinete perfura o tecido.
Exemplo: A entidade Exu Alfineteira é invocada em trabalhos que requerem foco agudo e solução pontual de problemas.
Sentido Econômico-Artesanal
Designa um pequeno negócio ou atividade econômica de subsistência baseada no conhecimento manual e em ferramentas simples, representando a economia informal e de serviços personalizados. Esta atividade resiste à produção em série, valorizando o conserto e a customização.
Exemplo: Uma senhora que mantém uma "alfineteira" na frente de casa em uma cidade do interior, consertando roupas da vizinhança.
Sentido Linguístico-Etnográfico
Ilustra como uma palavra concreta e funcional adquire, através do uso regional e metonímia, novos significados sociais e até pejorativos, refletindo a dinâmica da língua. O termo migra do objeto (estojo) para a pessoa que o usa (costureira) e depois para características físicas associadas a ela (magra).
Exemplo: O registro da palavra no "Dicionário do Falar Baiano" de Zoraide Thomaz documenta essa evolução semântica.
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