Significado de anencefaloneuria

Explore os principais sentidos da palavra 'anencefaloneuria', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.f.Ausência congênita de cérebro associada a distúrbios neurológicos periféricos.
  • s.f.Condição letal caracterizada por anencefalia combinada com neuropatia difusa.
  • s.f.Malformação do sistema nervoso central e periférico sem viabilidade pós-natal.
  • s.f.Termo médico raro para defeito do tubo neural com envolvimento neural extenso.
  • s.f.Diagnóstico obstétrico de inviabilidade fetal por agenesia encefálica e neural.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Designa, em registros médicos do século XIX e início do XX, casos descritos como “monstruosidade” única em que a ausência de encéfalo coexistia com degeneração dos nervos periféricos.

Exemplo: relatos de autópsias em maternidades europeias que catalogavam tais casos separadamente de anencefalia simples.

Sentido Bioético

Refere-se a uma condição limite usada em debates sobre definição legal de morte encefálica e sobre interrupção de gestação de fetos inviáveis.

Exemplo: pareceres jurídicos que distinguem anencefalia de anencefaloneuria para fins de permissão ética de aborto terapêutico.

Sentido Psicológico

Descreve o impacto traumático em pais que recebem o diagnóstico pré-natal de uma malformação dupla — cerebral e nervosa —, frequentemente vivenciado como perda ambígua e luto antecipatório.

Exemplo: estudo de caso de uma gestante que, após ultrassom, relata sensação de “duas mortes simultâneas” (cérebro e nervos) do feto.

Sentido Artístico-Literário

Emprega-se como metáfora rara para descrever uma obra ou personagem que carece simultaneamente de centro racional (cérebro) e de sensibilidade reativa (nervos), resultando em vazio expressivo absoluto.

Exemplo: crítica que classificou certo romance experimental como “anencefaloneuria narrativa”, pela ausência de trama e de reação emocional das figuras.

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