Significado de apoltronado
Explore os principais sentidos da palavra 'apoltronado', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que tem hábitos de poltrão; preguiçoso, indolente.
- adj.Que se acomoda, que evita esforços ou responsabilidades.
- adj.Diz-se de quem vive em ócio, sem ocupação útil.
- s.m.Indivíduo apoltronado; preguiçoso.
Etimologia:
A palavra "apoltronado" deriva do verbo "apoltronar", que por sua vez tem origem no substantivo "poltrona", do italiano "poltrona", relacionado a "poltro", termo medieval que designava um banco ou assento, indicando alguém que está acomodado confortavelmente em uma poltrona.
Sinônimos (sentido comum):
preguiçoso, acomodado, inerte, ocioso, indolente, mole, relaxado, estático, desleixado
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Sociológico
Refere-se a um comportamento de acomodação social, onde o indivíduo se abstém de participar ativamente dos processos coletivos ou de buscar mobilidade, aceitando uma posição passiva na estrutura social.
Exemplo: Em análises sobre a perpetuação da pobreza, o comportamento apoltronado é por vezes citado como um fator de inércia social.
Sentido Político
Descreve a atitude de um cidadão ou grupo que, por desinteresse, comodismo ou descrença, se afasta do engajamento cívico e da vida política, não exercendo plenamente seus direitos e deveres.
Exemplo: A baixa participação eleitoral em certos segmentos é frequentemente atribuída a um eleitorado apoltronado.
Sentido Psicológico-Comportamental
Caracteriza um estado de letargia ou falta de iniciativa decorrente de uma zona de conforto autoimposta, onde a pessoa evita desafios e novos estímulos por medo ou pura inércia.
Exemplo: Na clínica, um paciente pode ser descrito como apoltronado quando resiste a mudar hábitos nocivos por mera comodidade, apesar do sofrimento.
Sentido Literário-Caricatural
Utilizado como traço definidor de personagens cômicos ou satíricos que encarnam a preguiça e a vagabundagem de forma hiperbólica, servindo de crítica social.
Exemplo: O personagem Felício, de "O Espelho" de Machado de Assis, que almejava uma vida "apoltronada e gorda", é uma representação literária deste tipo.
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