Significado de arsenicita

Explore os principais sentidos da palavra 'arsenicita', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • sf. Mineral.Arseniato hidratado natural de cobre, de cor verde-azulada, encontrado em zonas de oxidação de depósitos de cobre e arsênio.
  • sf. Química.Sal ou éster do ácido arsenioso, contendo o ânion AsO₃³⁻.
  • sf. Toxicologia.Composto inorgânico de arsênio trivalente, de alta toxicidade, usado historicamente como veneno.

Etimologia:

A palavra "arsenicita" deriva do latim científico "arsenicum", que por sua vez vem do grego "arsenikon", nome do mineral de arsênio, com o sufixo "-ita", usado para designar minerais.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Designa a substância utilizada em práticas de envenenamento deliberado na Europa dos séculos XVI e XVII, notadamente por sua solubilidade e ausência de sabor.

Exemplo: a suspeita de uso de arsenicita nos assassinatos da corte de Luís XIV, conforme registros de processos criminais da época.

Sentido Geológico

Refere-se ao mineral secundário que se forma pela alteração de sulfetos de cobre e arsênio, servindo como indicador de zonas de oxidação em depósitos minerais.

Exemplo: a identificação de arsenicita em amostras do depósito de Cap Garonne, França, auxiliou no mapeamento da paragênese mineral local.

Sentido Toxicológico

Descreve o composto como agente de exposição ocupacional em indústrias de fundição de cobre, causando neuropatia periférica e lesões cutâneas crônicas.

Exemplo: trabalhadores de uma fundição no Chile apresentaram níveis elevados de arsenicita na urina, correlacionados com sintomas de polineurite.

Sentido Jurídico-Forense

Classifica a substância como evidência material em casos de homicídio por envenenamento, exigindo análise química para detecção de resíduos em vísceras e fluidos corporais.

Exemplo: no caso de Marie Lafarge (1840), a presença de arsenicita nos restos mortais do marido foi determinante para a condenação da ré.

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