Significado de articida
Explore os principais sentidos da palavra 'articida', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que comete o crime de assassinar um parente próximo, especialmente o pai ou a mãe.
- s.m.Por extensão, aquele que mata um parente consanguíneo.
- s.m.Em sentido figurado, pessoa que destrói ou prejudica gravemente aquilo que a originou (ex.: um partido político).
- s.m.Aquele que comete o assassinato de uma pessoa de grande importância ou veneração, como um líder religioso ou governante (uso mais raro).
- s.m.O próprio crime de matar um parente próximo.
Etimologia:
Articida deriva do latim "articĭda", formado por "articulus", que significa "articulação", e o sufixo "-cida", do verbo "caedere", que significa "matar" ou "cortar", indicando algo que rompe ou destrói articulações.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se ao complexo psíquico, teorizado na psicanálise, de desejos inconscientes hostis em relação ao progenitor do mesmo sexo, considerado uma etapa do desenvolvimento. O exemplo clássico é o Complexo de Édipo, onde o filho sente rivalidade com o pai por amor à mãe.
Sentido Histórico-Mitológico
Designa um ato fundador ou transgressor primordial em narrativas que explicam a origem de uma dinastia, cidade ou ordem social. Um exemplo concreto é o mito de Rômulo, que, segundo a lenda, matou seu irmão Remo para fundar Roma, ato parricida que estabeleceu a cidade-Estado.
Sentido Político-Simbólico
Representa a ação revolucionária ou traiçoeira de derrubar e substituir uma autoridade, instituição ou ordem estabelecida, vista como figura paterna. Um exemplo é o regicídio de Luís XVI durante a Revolução Francesa, frequentemente descrito em discursos da época como um parricídio contra o "Pai da Nação".
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a necessidade metafórica de "matar" figuras de autoridade intelectual, tradições ou deuses para que o indivíduo ou a humanidade atinja autonomia, maturidade e liberdade plena. Friedrich Nietzsche, em "Assim Falou Zaratustra", proclama a "morte de Deus" como um ato necessário de parricídio cultural para a superação do homem.
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