Significado de augustiniana

Explore os principais sentidos da palavra 'augustiniana', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.Relativo a Santo Agostinho, a sua doutrina ou à sua ordem religiosa.
  • adj.Que segue ou é característico da teologia ou filosofia de Santo Agostinho.
  • adj.Pertencente ou relativo à Regra de Santo Agostinho ou às congregações que a adotam.
  • adj.Que defende a primazia da graça divina, da interioridade e da iluminação, conforme o pensamento agostiniano.
  • adj.Diz-se de obra, autor ou corrente influenciada pelo agostinismo.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Designa o conjunto de posições teológicas e eclesiásticas que, entre os séculos V e XIII, se reclamavam da autoridade de Santo Agostinho em disputas sobre graça, predestinação e liberdade.

Exemplo: a corrente augustiniana na controvérsia semipelagiana defendia que a fé inicial é dom gratuito de Deus, não mérito humano prévio.

Sentido Filosófico

Refere-se à tradição de pensamento que privilegia a interioridade, a iluminação divina e a busca de Deus como fundamento do conhecimento e da verdade.

Exemplo: Descartes, ao formular o cogito, foi lido por alguns intérpretes como herdeiro de uma linha augustiniana que busca a certeza na interioridade da alma.

Sentido Psicológico

Descreve uma atitude ou experiência subjetiva marcada pela inquietação do coração, pela consciência da própria fragmentação e pela busca de repouso em algo transcendente.

Exemplo: a frase “fizeste-nos para ti e o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em ti” expressa esse sentido augustiniano aplicado à vida interior.

Sentido Político

Refere-se à aplicação de ideias agostinianas à ordem social e política, especialmente a distinção entre cidade de Deus e cidade terrena e a desconfiança realista em relação ao poder humano.

Exemplo: correntes cristãs que justificam a limitação do poder estatal e a liberdade da Igreja costumam invocar uma leitura augustiniana das duas cidades.

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