Significado de bibliomania
Explore os principais sentidos da palavra 'bibliomania', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Colecionismo obsessivo de livros, especialmente de edições raras ou valiosas.
- s.f.Paixão excessiva por adquirir e possuir livros, muitas vezes além da capacidade de leitura.
- s.f.(Psicologia/Psiquiatria) Comportamento compulsivo direcionado à acumulação de livros.
- s.f.Amor desmedido pelos livros como objetos físicos.
- s.f.Hábito de colecionar livros de forma sistemática e ávida.
Etimologia:
A palavra "bibliomania" deriva do grego antigo, onde "biblion" significa "livro" e "mania" significa "loucura" ou "paixão excessiva", referindo-se a um desejo obsessivo por acumular livros.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a uma manifestação específica de comportamento compulsivo ou transtorno de acumulação, onde o objeto do desejo e da coleta são exclusivamente livros. O foco está na posse física, muitas vezes desvinculada do conteúdo ou da leitura.
Exemplo: O personagem de "O Nome da Rosa", Jorge de Burgos, que guarda e protege um livro proibido com zelo fanático, ilustra um aspecto da bibliomania.
Sentido Bibliográfico
Denota uma prática especializada dentro do colecionismo, focada em critérios objetivos de raridade, valor de mercado, importância histórica ou características físicas específicas de uma edição (encadernação, tipografia, procedência).
Exemplo: A busca por um incunábulo (livro impresso antes de 1501) ou uma primeira edição de "Os Lusíadas" com determinada marca d'água.
Sentido Cultural-Histórico
Descreve um fenômeno social e histórico em que a posse de uma grande biblioteca era símbolo de status, erudição e poder, incentivando a acumulação por nobres, clérigos e burgueses.
Exemplo: As grandes bibliotecas renascentistas, como a de Matias Corvino na Hungria, eram tanto centros de saber quanto demonstrações de prestígio e riqueza.
Sentido Crítico-Metafórico
Usado para criticar uma relação pretensiosa ou fetichista com os livros, onde o acúmulo serve mais para exibição social ou autoimagem intelectual do que para o engajamento genuíno com o conhecimento.
Exemplo: A figura do "bibliófilo de salão", satirizada em literaturas como a de Machado de Assis, que possuía livros caros apenas para decorar a estante e impressionar visitas.
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