Significado de cabrita
Explore os principais sentidos da palavra 'cabrita', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Fêmea jovem da cabra, animal doméstico do gênero *Capra*.
- s.f.(Brasil, informal) Criança pequena, especialmente menina.
- s.f.(Brasil, regional) Nome dado a certos peixes de pequeno porte, como o *Menticirrhus americanus*.
- s.f.(Portugal, regional) Doce tradicional à base de amêndoa, ovos e açúcar, com formato que lembra o animal.
- s.f.(Brasil, gíria antiga) Mulher jovem e atraente.
Etimologia:
Cabrita é o diminutivo de cabra, que deriva do latim capra, que designa fêmea da cabra; o termo tem origem indo-europeia, relacionada a palavras que significam "chifres" ou "bicho que pula".
Sinônimos (sentido comum):
bode, cabra, caprino, capra, cabritinha, cabritona, caprino jovem, cabra jovem, cabrito fêmea, cabra pequena
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Cultural e Folclórico
Refere-se a uma figura recorrente em contos e lendas populares, como a "Cabritinha" de histórias infantis, simbolizando inocência, teimosia ou vulnerabilidade.
Exemplo: no conto "A Cabra Cabrês", de Miguel Torga, o animal é central na narrativa sobre a relação do homem com a natureza selvagem.
Sentido Econômico e Pecuário
Designa um animal de criação com valor econômico específico, representando um capital vivo na agricultura familiar ou em sistemas de caprinocultura. Sua criação está associada à produção de leite, carne e couro, sendo unidade básica em transações e manejo zootécnico.
Sentido Linguístico e Geográfico
Ilustra a variação semântica e lexical entre regiões, onde a mesma palavra assume significados radicalmente diferentes (animal, doce, peixe, pessoa), servindo como marcador de identidade local.
Exemplo: em Portugal, "cabrita" é primariamente um doce conventual, enquanto no Nordeste brasileiro é um peixe.
Sentido Simbólico e Psicológico
Pode representar, em contextos não normativos, um arquétipo de fragilidade, curiosidade infantil ou sacrifício. É usada metaforicamente para descrever alguém ingênuo ou facilmente influenciável, remetendo à ideia de um bode expiatório em potencial em dinâmicas grupais.
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