Significado de cafetismo
Explore os principais sentidos da palavra 'cafetismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Sistema ou prática de exploração sexual comercial, em que uma pessoa (cafetão ou cafetina) obtém lucro intermediando ou controlando a atividade de prostitutas.
- s.m.Conjunto de relações sociais e econômicas baseadas na subordinação de trabalhadores sexuais a um agente que administra clientes, preços e locais de trabalho.
- s.m.Termo jurídico para o crime de favorecimento à prostituição ou lenocínio, tipificado no Código Penal.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
Designa um modelo de negócio parasitário, no qual o intermediário extrai renda sem produzir valor, controlando o acesso a um mercado restrito.
Exemplo: em bordéis históricos do Rio de Janeiro, o cafetão cobrava percentual fixo sobre cada programa, independentemente da renda da profissional.
Sentido Sociológico
Refere-se a uma estrutura de poder assimétrica, onde o cafetão exerce controle coercitivo sobre a mobilidade, finanças e segurança da pessoa prostituída, muitas vezes combinando violência e dependência afetiva.
Exemplo: estudo etnográfico de favelas brasileiras mostra que o cafetismo opera como rede de proteção informal, mas com hierarquia rígida.
Sentido Psicológico
Descreve um padrão relacional de dominação-submissão, em que a vítima internaliza a autoridade do explorador como necessária para sua sobrevivência ou autoestima.
Exemplo: relatos de prostitutas que justificam a entrega de parte do dinheiro ao cafetão como "cuidado" ou "proteção", mesmo em contextos de abuso.
Sentido Histórico
Remete ao sistema de exploração sexual institucionalizado em colônias e zonas portuárias, especialmente durante o ciclo do ouro e da borracha no Brasil, onde mulheres eram trazidas ou coagidas a trabalhar sob controle de intermediários.
Exemplo: nos cortiços de Santos (séc. XIX), o cafetismo era tolerado pela polícia em troca de suborno e controle social.
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