Significado de cafetões

Explore os principais sentidos da palavra 'cafetões', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Indivíduo que explora a prostituição alheia, obtendo lucro com a atividade de prostitutas.
  • s.m.por extensão Pessoa que administra ou é proprietária de um bordel ou casa de prostituição.
  • s.m.figurado e pejorativo Pessoa que explora ou se aproveita do trabalho ou da situação de outrem de forma desonesta.

Etimologia:

Cafetões deriva do francês antigo "cafetier", que significava originalmente "vendedor de café", mas passou a designar, por extensão, o homem que gerencia mulheres que se prostituem.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Econômico

Designa o agente que opera no mercado do sexo comercial, atuando como intermediário entre a profissional do sexo e o cliente, e cuja renda deriva de uma porcentagem sobre os ganhos da atividade.

Exemplo: Em relatórios policiais, o cafetão é frequentemente descrito como o elo financeiro que controla o fluxo de caixa do bordel.

Sentido Jurídico-Penal

Refere-se ao sujeito ativo do crime de favorecimento à prostituição ou de lenocínio, tipificado em códigos penais como aquele que, por meio de violência, grave ameaça ou fraude, submete alguém à prostituição ou a explora.

Exemplo: O artigo 227 do Código Penal brasileiro prevê pena de reclusão para quem “induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem”.

Sentido Sociológico

Descreve uma figura de poder em contextos de marginalidade urbana, onde o cafetão exerce controle sobre a mobilidade e a segurança das trabalhadoras sexuais, muitas vezes estabelecendo relações de dependência afetiva ou violência simbólica.

Exemplo: Em estudos de campo em zonas de prostituição, observa-se que o cafetão pode atuar como “protetor” em troca de lealdade e repasse de renda.

Sentido Literário-Arquetípico

Personagem-tipo da literatura naturalista e do realismo, representando a exploração humana em ambientes degradados, frequentemente associado à boemia, ao vício e à decadência moral.

Exemplo: Em “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, o personagem João Romão, embora não seja cafetão no sentido estrito, encarna a lógica de exploração que o define metaforicamente.

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