Significado de caftinar

Explore os principais sentidos da palavra 'caftinar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • v. tr. direto.Exercer a atividade de cafetão, promovendo ou facilitando a prostituição alheia com fins lucrativos.
  • v. tr. direto.Explorar financeiramente o trabalho sexual de outra pessoa.
  • v. tr. direto.(por extensão) Gerenciar ou intermediar encontros sexuais pagos, assumindo o papel de agenciador.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Jurídico-Penal

Designa a conduta tipificada como crime contra a dignidade sexual, consistente em induzir, manter ou lucrar com a prostituição de outrem, independentemente do consentimento da pessoa explorada.

Exemplo: No Código Penal brasileiro, o artigo 230 define o crime de “cafetinagem”, equiparando-o a formas de exploração sexual.

Sentido Econômico

Refere-se à operação de um mercado informal de serviços sexuais, no qual o cafetão atua como intermediador e captador de renda, retendo parte do valor pago pelo cliente.

Exemplo: Em economias marginalizadas, a cafetinagem pode constituir a principal fonte de sustento de um indivíduo, operando à margem da fiscalização trabalhista.

Sentido Sociológico

Descreve uma relação de poder assimétrica, em que o cafetão exerce controle sobre a autonomia e os recursos da pessoa prostituída, frequentemente mediante violência, coação ou dependência afetiva.

Exemplo: Estudos sobre redes de prostituição mostram que a figura do cafetão muitas vezes combina funções de protetor, agenciador e agressor.

Sentido Literário-Simbólico

Emprega-se metaforicamente para designar qualquer ação de exploração parasitária de um indivíduo sobre outro, especialmente no campo artístico ou intelectual, em que um agente se apropria do trabalho criativo alheio sem contribuição equivalente.

Exemplo: No romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, João Romão “cafetina” indiretamente a força de trabalho de seus empregados, lucrando com sua miséria.

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