Significado de cairina
Explore os principais sentidos da palavra 'cairina', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ave palmípede doméstica, da família Anatidae, criada para consumo de sua carne e ovos.
- s.f.[Brasil, informal] Pessoa ingênua, facilmente enganada; pateta.
- s.f.[Brasil, regionalismo] Nome popular para o marreco ou pato-doméstico em algumas regiões.
- s.f.[Zool.] Designação comum a várias aves do gênero *Cairina*, como o pato-do-mato (*Cairina moschata*).
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "cairina" provavelmente deriva do latim popular cairina, usada para designar um tipo de ave aquática, relacionada ao pato doméstico.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Zoológico-Ecológico
Refere-se especificamente à espécie Cairina moschata, o pato-do-mato ou pato-selvagem, que é o ancestral silvestre do pato-doméstico crioulho. Sua distribuição natural abrange desde o México até o centro da Argentina, habitando áreas alagadas e rios.
Exemplo: A preservação dos habitats da cairina é crucial para a biodiversidade dos pantanais.
Sentido Socioeconômico
Representa um recurso pecuário de subsistência e pequena escala, especialmente em propriedades rurais familiares, onde é criada de forma semiextensiva. Sua criação demanda pouca infraestrutura, fornecendo carne, ovos e penas, sendo parte integrante da economia informal local.
Exemplo: A criação de cairinas complementa a renda de muitas famílias na agricultura familiar.
Sentido Linguístico-Regional
Ilustra a variação lexical dentro do português brasileiro, onde um mesmo referente (a ave doméstica) recebe nomes diferentes conforme a região, como "pato", "marreco" ou "cairina". Esse uso é um marcador identitário local e objeto de estudo da geolinguística.
Exemplo: No interior do Nordeste, é comum ouvir "cairina" onde em outras regiões se diz "marreco".
Sentido Metafórico-Social
No uso coloquial brasileiro, aplica-se a uma pessoa considerada simplória, desprovida de malícia ou que age de modo tolo, tornando-se alvo fácil de burlas. Esta acepção reflete um juízo social sobre a astúcia e a adaptação ao meio.
Exemplo: Na expressão "não seja cairina", aconselha-se a não ser ingênuo em uma negociação.
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