Significado de carnadura
Explore os principais sentidos da palavra 'carnadura', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Conjunto de músculos e tecidos que revestem o esqueleto; a parte carnosa do corpo.
- s.f.Constituição física robusta e musculosa; corpulência.
- s.f.(Fig.) Força, vigor ou substância de algo não físico.
Etimologia:
Carnadura deriva do latim tardio carnatura, formado por caro, carnis (carne) e o sufixo -atura, indicando qualidade ou estado, referindo-se à quantidade ou qualidade de carne que alguém possui.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Zootécnico
Refere-se à qualidade e quantidade de músculo em um animal de produção, sendo um critério fundamental para avaliação de seu rendimento econômico. É um termo técnico central na pecuária de corte e na avaliação de carcaças.
Exemplo: Em um leilão de gado, o jurado avalia a "carnadura" dos touros, observando o desenvolvimento muscular e a conformação corporal para selecionar os melhores reprodutores.
Sentido Estético-Corporal
Descreve uma qualidade física idealizada, associada a um corpo escultural, definido e com alto desenvolvimento muscular, frequentemente valorizado em contextos como o fisiculturismo ou a cultura física. Vai além da simples robustez, implicando uma forma trabalhada e harmoniosa.
Exemplo: As esculturas de Michelangelo, como o "Davi", são celebradas pela perfeição de sua carnadura, que traduz em mármore um ideal de beleza e potência humana.
Sentido Literário-Simbólico
Na literatura, pode simbolizar a materialidade da existência, a fragilidade da condição humana ou a oposição entre o físico e o espiritual. Representa a parte mortal e perecível do ser.
Exemplo: Em versos como "esta carnadura enferma e maldita" (Castro Alves), a palavra evoca o corpo como fonte de sofrimento e limite terreno, em contraste com os anseios da alma.
Sentido Sociológico
Pode ser utilizada para analisar a representação social do corpo, especialmente em discursos que associam corpulência física a ideias de força laboral, virilidade ou autoridade em um contexto histórico específico. Reflete valores sociais projetados sobre a anatomia.
Exemplo: Na iconografia operária do início do século XX, a carnadura dos trabalhadores era frequentemente exaltada como símbolo de produtividade e resistência, em oposição a corpos considerados frágeis ou intelectualizados.
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