Significado de catalogações

Explore os principais sentidos da palavra 'catalogações', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.f.Ato ou efeito de catalogar; organização sistemática de itens em uma lista.
  • s.f.Conjunto de fichas, registros ou entradas que descrevem os itens de uma coleção.
  • s.f.Processo técnico de descrição bibliográfica de obras em uma biblioteca ou arquivo.
  • s.f.Listagem ou inventário detalhado e ordenado.

Etimologia:

Catalogações deriva do verbo "catalogar", que por sua vez tem origem no francês antigo "cataloguer", baseado no latim medieval "catalogare", derivado do grego "katalogos", que significa lista ou registro, formado por "kata" (conforme) e "legein" (reunir, escolher).

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Biblioteconômico

Refere-se ao processo técnico e científico de descrição, classificação e indexação de materiais em unidades de informação. Envolve normas específicas (como AACR2 ou RDA) para garantir a recuperação precisa da informação.

Exemplo: As catalogações do acervo da Biblioteca Nacional seguem rigorosamente o formato MARC.

Sentido Metafórico (Psicológico/Social)

Usado para descrever a ação de classificar pessoas, comportamentos ou emoções dentro de categorias rígidas, muitas vezes de forma reducionista.

Exemplo: A tendência de catalogar as gerações como "Y", "Z" ou "alpha" simplifica complexidades sociais.

Sentido Filosófico

Alude ao esforço humano de ordenar e dar sentido ao mundo através da linguagem e da criação de sistemas de classificação, levantando questões sobre a relação entre o conceito e a coisa em si.

Exemplo: O trabalho de Jorge Luis Borges, como o conto "O Idioma Analítico de John Wilkins", explora os limites e absurdos das catalogações totais da realidade.

Sentido Artístico

Pode representar uma estratégia estética ou conceitual na arte contemporânea, onde a listagem, o inventário e a organização tornam-se o próprio objeto da obra.

Exemplo: A obra "Cédulas" (1970-75), de Cildo Meireles, que cataloga e comenta cédulas de dinheiro de diversos países.

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