Significado de ciclocéfalo

Explore os principais sentidos da palavra 'ciclocéfalo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Indivíduo que apresenta ciclocéfalo, uma malformação congênita caracterizada por um único olho central ou fusão parcial das órbitas oculares.
  • s.m.Termo da teratologia para designar um feto ou ser vivo portador de ciclopia, condição em que os olhos se fundem em uma cavidade única.
  • s.m.Em zoologia, espécime de certos crustáceos do gênero *Cyclops*, que possuem um único olho mediano.
  • s.m.Por extensão, ser mitológico ou fantástico com um olho só, como os ciclopes da mitologia grega.
  • adj.Relativo ou pertencente ao ciclocéfalo ou à ciclopia.

Etimologia:

Ciclocéfalo é uma palavra formada a partir do grego antigo, em que "kyklos" significa círculo e "kephalē" significa cabeça, referindo-se originalmente a algo com a forma da cabeça arredondada.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Clínico

Designa o diagnóstico de uma anomalia craniofacial grave, geralmente letal, associada a alterações cromossômicas ou exposição a teratógenos. O exemplo concreto é o registro de casos em neonatos com holoprosencefalia alobar, onde a fusão dos olhos é um marcador anatômico.

Sentido Mitológico

Refere-se à figura dos ciclopes, gigantes de um olho só na mitologia grega, como Polifemo na Odisseia de Homero. Nesse contexto, "ciclocéfalo" descreve a aparência monstruosa e a força bruta desses seres, frequentemente associados à forja e à violência.

Sentido Zoológico

Em biologia marinha, classifica copépodes do gênero Cyclops, crustáceos microscópicos de água doce com um olho mediano vermelho. Um exemplo é a espécie Cyclops strenuus, usada como bioindicador em estudos de qualidade da água.

Sentido Artístico

Na escultura e pintura, representa a representação visual de figuras com um único olho, como na obra O Ciclope de Odilon Redon (1914). O termo é usado para descrever a estética do grotesco e do sublime, explorando a deformidade como expressão simbólica do desconhecido.

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