Significado de cigarrista

Explore os principais sentidos da palavra 'cigarrista', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s. m.e f. Pessoa que fabrica ou conserta charutos e cigarrilhas.
  • s. m.e f. Indivíduo que fuma cigarros com frequência habitual.
  • s. m.e f. Colecionador ou estudioso de artefatos relacionados ao tabaco, especialmente invólucros e filtros.
  • s. m.e f. Termo coloquial para designar o vendedor ambulante de cigarros avulsos.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Cotidiano

No uso diário, a palavra designa o fumante assíduo, sem conotação técnica ou profissional. Refere-se à pessoa cuja identidade social é marcada pelo consumo regular de cigarros industrializados ou artesanais.

Exemplo: “Na fila do banco, o cigarrista acendeu um cigarro antes de entrar, ignorando a placa de proibição.”

Sentido Histórico

Remete ao ofício pré-industrial de torcer e enrolar folhas de tabaco, atividade comum em regiões produtoras como o Recôncavo Baiano e o interior de Minas Gerais até meados do século XX. O cigarrista artesanal era um especialista cuja destreza manual definia a qualidade do produto final.

Exemplo: “Nos registros paroquiais de 1870, o cigarrista Joaquim consta como ‘oficial de torcer fumo’, profissão que desapareceu com a mecanização.”

Sentido Econômico

Designa o agente informal da cadeia de distribuição do tabaco, que opera à margem dos circuitos regulados, comprando e revendendo cigarros em pequena escala. Nesse sentido, a palavra carrega implicações de precarização e estratégias de sobrevivência urbana.

Exemplo: “O cigarrista da esquina negocia maços apreendidos por R$ 5,00, concorrendo diretamente com a loja de conveniência.”

Sentido Psicológico

Refere-se ao sujeito cuja relação com o cigarro estrutura rituais de ansiedade, concentração ou socialização. A palavra enfatiza o comportamento repetitivo e quase automático do ato de fumar, associado a gatilhos emocionais.

Exemplo: “No romance de 1980, o protagonista é descrito como cigarrista inveterado: acendia um cigarro a cada página escrita, como se o fumo fosse extensão do pensamento.”

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