Significado de cimeliarca
Explore os principais sentidos da palavra 'cimeliarca', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que possui uma coleção de objetos raros, preciosos ou de grande valor histórico.
- s.m.Colecionador especializado em cimélios (objetos antigos, raros ou de arte).
- s.m.(por extensão) Pessoa que guarda e preserva objetos com zelo e devoção, atribuindo-lhes valor excepcional.
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "cimeliarca" deriva provavelmente do grego κειμήλιον (keimḗlion), que significa "tesouro" ou "objeto guardado", combinada com o sufixo -arca, do grego ἀρχός (arkhós), que indica "chefe" ou "guardião".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Cultural
Refere-se ao papel de guardião de patrimônio material, cuja coleção funciona como um arquivo alternativo ou museu pessoal que testemunha épocas, técnicas e sensibilidades específicas.
Exemplo: O bibliófilo José Mindlin é considerado um cimeliarca por sua vasta coleção de livros raros e manuscritos históricos brasileiros.
Sentido Psicológico-Comportamental
Descreve uma motivação colecionista que transcende o hobby, caracterizada por uma busca quase obsessiva pela posse de itens únicos, onde o valor simbólico e a completude da série superam o valor de mercado.
Exemplo: Um colecionador que dedica sua vida a reunir todas as primeiras edições de um autor específico, movido por uma necessidade pessoal de preservação e conexão.
Sentido Econômico
Designa um agente num nicho de mercado de bens raros, cuja atividade de aquisição, conservação e eventual venda influencia a valoração e a circulação de peças de colecionador.
Exemplo: Um grande cimeliarca de arte sacra colonial pode, ao leiloar parte de seu acervo, estabelecer novos preços de referência para esse segmento.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a relação do colecionador com a temporalidade e a mortalidade, onde a coleção atua como uma tentativa de conferir permanência e legado, opondo-se à efemeridade através da posse e organização de objetos tangíveis.
Exemplo: O personagem Erasmus em "O Colecionador" de John Fowles, cuja coleção de borboletas e depois de uma pessoa reflete um desejo de controle e posse sobre a beleza fugaz.
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