Significado de citereia
Explore os principais sentidos da palavra 'citereia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f. 1.[Mitol.] Epíteto da deusa Afrodite, derivado de Citera, ilha grega onde era venerada.
- s.f. 2.[Mitol.] Nome alternativo para a própria deusa Afrodite, associada ao amor e à beleza.
- s.f. 3.[Por ext.] Mulher de beleza extraordinária, comparável à da deusa.
- s.f. 4.[Lit.] Referência poética ou erudita à ilha de Citera como símbolo do amor.
- s.f. 5.[Arte] Representação artística (pintura, escultura) de Afrodite vinculada a Citera.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Mitológico-Religioso
Refere-se ao culto específico de Afrodite na ilha de Citera, onde, segundo a teogonia hesiódica, a deusa teria primeiramente aportado após seu nascimento. Este culto enfatizava sua origem primordial e seu poder sobre a atração física e a fertilidade. Um exemplo é o santuário dedicado a Afrodite Ourania (Celestial) na antiga Citera.
Sentido Literário-Poético
Na tradição literária, "citereia" funciona como um epíteto culto e uma metonímia para evocar o amor idealizado, a beleza sublime ou a ilha como paisagem simbólica. É um recurso de estilo que empresta aura mitológica ao texto. O poeta romano Catulo, em seus versos, utiliza "Cytherea" para invocar diretamente a deusa do amor.
Sentido Histórico-Artístico
Designa uma categoria iconográfica na pintura e escultura europeias, especialmente a partir do Renascimento, que representa Vênus/Afrodite com atributos que a vinculam a Citera, como a presença de cupidos ou a própria ilha ao fundo. A obra "Embarque para Citera" (1717) de Antoine Watteau é um exemplo célebre que popularizou o tema na arte rococó.
Sentido Cultural-Simbólico
Na cultura ocidental, "Citera" e por extensão "citereia" transformaram-se em símbolos do amor utópico, do refúgio idílico dedicado aos prazeres do amor e da beleza. Representa um locus amoenus idealizado, um destino ansiado. Este sentido é consolidado pela ópera "O Julgamento de Páris" (c. 1640), onde Citera é o palácio e reino de Vênus.
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