Significado de cloretona
Explore os principais sentidos da palavra 'cloretona', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Substância química, nome comercial de um inseticida organoclorado.
- s.f.Substância química, nome comum para o 1,1,1-tricloro-2,2-bis(4-clorofenil)etano, também conhecido como DDT.
- s.f.Substância química, composto organoclorado de fórmula C14H9Cl5, usado como pesticida.
- s.f.Substância química, agrotóxico de amplo espectro, hoje banido em muitos países.
- s.f.Substância química, composto persistente no ambiente e bioacumulativo na cadeia alimentar.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se a um marco na história da agricultura e da saúde pública do século XX, simbolizando a revolução química no combate a pragas e doenças vetoriais. Seu uso massivo durante e após a Segunda Guerra Mundial foi seguido por uma crescente conscientização sobre seus impactos ambientais, culminando em proibições que marcaram o início do movimento ambientalista moderno.
Exemplo: seu emprego no controle de mosquitos transmissores da malária e do tifo foi celebrado inicialmente, mas os efeitos descritos no livro "Primavera Silenciosa", de Rachel Carson, foram decisivos para sua restrição.
Sentido Ecológico
Designa um poluente orgânico persistente que representa um risco de longo prazo para os ecossistemas devido à sua estabilidade química e capacidade de se acumular nos tecidos adiposos dos organismos. Sua presença no ambiente ilustra o conceito de bioampliação, onde sua concentração aumenta progressivamente ao longo da cadeia trófica, afetando predadores de topo.
Exemplo: a contaminação de aves de rapina, como o falcão-peregrino, cujas populações declinaram devido ao afinamento da casca de seus ovos causado pelo metabólito DDE.
Sentido Regulatório e Econômico
Representa um caso paradigmático na legislação sobre substâncias químicas, onde benefícios econômicos imediatos (aumento da produtividade agrícola e controle de doenças) foram posteriormente confrontados com custos ambientais e de saúde de longo prazo. Sua proibição criou um mercado para pesticidas alternativos e gerou debates sobre o princípio da precaução na gestão de riscos tecnológicos.
Exemplo: a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, tratado internacional que lista o DDT para eliminação, com exceções controladas para o combate à malária.
Sentido Sociocultural
Atua como um símbolo cultural da ambivalência do progresso tecnológico, encapsulando a fé inicial na ciência para resolver problemas humanos e a subsequente desilusão com seus efeitos colaterais imprevistos. Na narrativa pública, transformou-se de "pó milagroso" em ícone dos perigos da interferência humana desregrada na natureza.
Exemplo: sua representação na cultura popular, desde propagandas otimistas dos anos 1950 até sua presença como metáfora de contaminação em obras de ficção científica e discursos ambientalistas.
Explorar também:
Compartilhar: