Significado de cocadas

Explore os principais sentidos da palavra 'cocadas', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • sf.Doce feito de coco ralado e açúcar, geralmente em formato de pequeno montículo ou bola.
  • sf.Porção individual desse doce, vendida como guloseima ou sobremesa.
  • sf.Preparação culinária típica da culinária portuguesa e brasileira, à base de coco e calda de açúcar.
  • sf.Unidade de venda em confeitarias e mercados, envolvida ou não em papel.
  • sf.Substantivo feminino, plural, referente a múltiplas unidades do doce de coco.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Econômico

A palavra designa um produto artesanal ou industrializado de baixo custo, cuja produção e venda sustentam pequenos negócios familiares e informais, especialmente em regiões litorâneas do Brasil.

Exemplo: “Na feira de Salvador, as cocadas são a principal renda de Dona Maria, que as prepara desde os anos 1980.”

Sentido Histórico

Refere-se a um doce de origem ibérica, adaptado no Brasil colonial com o uso do coco nativo, e que se consolidou como símbolo da doçaria tradicional, presente em registros de receitas desde o século XIX.

Exemplo: “Em relatos de viajantes do século XIX, as cocadas aparecem como iguaria oferecida nas festas de igreja.”

Sentido Social

Funciona como marcador de identidade regional e de memória afetiva, sendo associado a festas populares, praias e ao comércio ambulante, além de evocar práticas de sociabilidade e partilha comunitária.

Exemplo: “As cocadas vendidas na porta do colégio uniam as crianças em torno de um ritual diário de escolha e troca.”

Sentido Psicológico

Atua como gatilho sensorial de nostalgia, remetendo a experiências da infância, ao paladar doce e à sensação de recompensa, sendo frequentemente citada em narrativas autobiográficas como objeto de desejo e conforto.

Exemplo: “Ao morder uma cocada, o personagem de Graciliano Ramos recorda a casa da avó e a sensação de segurança perdida.”

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