Significado de comicidades
Explore os principais sentidos da palavra 'comicidades', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Qualidade ou estado do que é cômico.
- sf.Conjunto de elementos que provocam riso ou graça.
- sf.Caráter de algo que é próprio da comédia.
- sf.Aptidão para causar hilaridade.
- sf.Aspecto engraçado de uma situação ou discurso.
Etimologia:
Comicidades deriva do latim medieval "comĭcĭtas", que por sua vez origina-se do grego κωμῳδία (kōmōidía), significando "comédia" ou "caráter cômico".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Social
Refere-se à função da comicidade como mecanismo de coesão ou crítica em grupos humanos. Ela pode aliviar tensões coletivas ou expor contradições sociais por meio do humor compartilhado.
Exemplo: Em uma reunião de trabalho tensa, um comentário inesperado trouxe comicidade e desarmou a hostilidade entre os colegas.
Sentido Psicológico
Designa a percepção subjetiva do incongruente ou do inesperado que gera prazer mental. A comicidade, nesse âmbito, está ligada à teoria do alívio ou da superioridade, processada pelo cérebro como um estímulo recompensador.
Exemplo: Um trocadilho absurdo provoca comicidade porque quebra a expectativa lógica, ativando áreas de recompensa no cérebro.
Sentido Estético
Corresponde a um recurso formal nas artes, especialmente na literatura, teatro e cinema, que estrutura narrativas ou cenas para produzir efeito cômico. É uma categoria técnica de análise, distinta do trágico ou do dramático.
Exemplo: Na peça O Inspetor Geral, de Gógol, a comicidade decorre do exagero dos vícios burocráticos e do equívoco central.
Sentido Filosófico
Investiga a comicidade como fenômeno ontológico, questionando a relação entre o riso e a condição humana. Filósofos como Bergson a veem como um “anestésico do coração” que revela o mecânico no vivo.
Exemplo: Bergson argumenta que a comicidade surge quando um comportamento humano se torna rígido e automático, como um boneco, expondo a falta de adaptação à vida.
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