Significado de concepcionalismo

Explore os principais sentidos da palavra 'concepcionalismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Doutrina filosófica segundo a qual os universais (conceitos abstratos) existem apenas como representações mentais, sem realidade ontológica independente.
  • s.m.Posição epistemológica que defende que o conhecimento se fundamenta na formação de conceitos a partir da experiência sensível.
  • s.m.Teoria psicológica que explica a cognição como processo de construção de conceitos gerais por abstração de particulares.

Etimologia:

A palavra "concepcionalismo" deriva do latim "conceptio", que significa "ato de conceber", e do sufixo "-ismo", usado para formar substantivos que indicam doutrinas ou sistemas de pensamento.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Corrente da filosofia medieval, oposta ao realismo exagerado, que sustentava que os universais são entidades puramente mentais, sem existência fora do intelecto.

Exemplo: Pedro Abelardo, no século XII, defendia que o conceito de “humanidade” não é uma substância real, mas uma construção lógica da mente.

Sentido Epistemológico

Posição segundo a qual a validade do conhecimento depende da capacidade de formar conceitos gerais a partir de dados particulares, rejeitando tanto o empirismo radical quanto o inatismo.

Exemplo: na obra de John Locke, o conceito de “triângulo” é formado pela abstração de triângulos percebidos, sem corresponder a uma forma ideal platônica.

Sentido Psicológico

Processo cognitivo pelo qual a mente agrupa percepções singulares em categorias mentais estáveis, permitindo a generalização e a linguagem.

Exemplo: uma criança que, após ver vários cães, forma o conceito mental de “cachorro” e o aplica a novos animais semelhantes.

Sentido Artístico

Abordagem estética que prioriza a representação de ideias abstratas ou arquétipos em vez da imitação fiel da realidade concreta.

Exemplo: na pintura renascentista, a figura de “Justiça” é concebida como uma mulher com balança e espada, simbolizando um conceito universal, e não uma pessoa específica.

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