Significado de conjugicídio

Explore os principais sentidos da palavra 'conjugicídio', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Ato de matar o próprio cônjuge.
  • s.m.Crime específico de homicídio contra o marido ou a esposa.
  • s.m.(Jurídico) Homicídio qualificado pelo vínculo conjugal entre vítima e agressor.
  • s.m.(Sociologia) Forma extrema de violência doméstica com desfecho fatal.
  • s.m.(Psicologia) Episódio culminante de uma dinâmica conjugal patológica e violenta.

Etimologia:

Conjugicídio é uma palavra formada pela junção do prefixo latino "con-" (junto, com) e o substantivo "ugicídio", derivado do latim "ugere" (matar) e do sufixo "-cídio" (ato de matar), significando o ato de matar o cônjuge.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Jurídico-Penal

Refere-se à tipificação legal do crime, considerando a relação conjugal como agravante ou elemento qualificador. Envolve a análise de dolo, motivação (como ciúme, vingança ou término do relacionamento) e a aplicação de penas específicas.

Exemplo: Em muitos códigos penais, o conjugicídio é tratado como homicídio qualificado, sujeito a pena mais severa.

Sentido Sociológico

Analisa o fenômeno como expressão máxima da violência de gênero e das estruturas patriarcais, frequentemente associado a posse e controle sobre a parceira. Estuda padrões sociais, como a maior frequência de vítimas mulheres e a conexão com ciclos de abuso doméstico.

Exemplo: Casos notórios evidenciam um histórico de ameaças e agressões anteriores ao desfecho fatal, ignorados por redes de apoio ou autoridades.

Sentido Psicológico

Foca na psicodinâmica do agressor, explorando transtornos de personalidade, ciúme patológico (síndrome de Otelo), ideação possessiva e ruptura da realidade que precede o ato. Examina também o trauma complexo nas famílias sobreviventes.

Exemplo: Perícias psiquiátricas em processos criminais frequentemente avaliam a presença de paranoia, narcisismo patológico ou depressão grave no autor.

Sentido Midiático-Narrativo

Refere-se à representação e ao tratamento sensacionalista do crime na imprensa e na cultura popular, que pode banalizar a violência ou construir narrativas de "crime passional". Molda a percepção pública, frequentemente desviando o foco da violência de gênero para justificativas emocionais.

Exemplo: A cobertura de certos casos na TV e no cinema tende a romantizar o drama, usando expressões como "matou por amor".

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