Significado de consubstancialista
Explore os principais sentidos da palavra 'consubstancialista', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Doutrina filosófica que defende a identidade absoluta entre substância e essência, rejeitando qualquer distinção ontológica entre elas.
- s.m.Posição teológica que afirma a consubstancialidade plena entre as pessoas da Trindade, sem hierarquia ou subordinação.
- s.m.Termo usado em metafísica para designar a crença na unidade substancial entre matéria e espírito.
- s.m.Conceito jurídico que sustenta a indivisibilidade da substância de um direito ou bem.
- s.m.Vocábulo raro, de uso erudito, que qualifica uma teoria ou sistema baseado na consubstancialidade.
Etimologia:
A palavra "consubstancialista" deriva do termo "consubstancial", que vem do latim "consubstantialis", composto por "con-" (com) e "substantia" (substância), e do sufixo "-ista", indicando alguém que defende ou segue determinada doutrina ou crença.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Metafísico
Refere-se à posição filosófica que nega qualquer diferença real entre substância e acidente, considerando toda realidade como uma única substância homogênea.
Exemplo: na obra de Espinosa, a ideia de que Deus e a Natureza são a mesma substância única pode ser descrita como uma forma de consubstancialismo.
Sentido Teológico
Designa a doutrina cristã, especialmente no credo niceno, que afirma que Jesus Cristo é da mesma substância (homoousios) do Pai, sendo consubstancial a Ele.
Exemplo: o Concílio de Niceia (325 d.C.) estabeleceu o termo para combater o arianismo.
Sentido Político
Emprega-se para descrever uma ideologia que defende a identidade essencial entre o Estado e o povo, ou entre a nação e o território, como se fossem uma única substância indivisível.
Exemplo: regimes nacionalistas que proclamam a fusão absoluta entre cidadania e etnia.
Sentido Psicológico
Indica a percepção subjetiva de que a identidade pessoal é imutável e idêntica a si mesma ao longo do tempo, sem cisão ou desenvolvimento.
Exemplo: na obra de William James, a crítica ao conceito de um "eu" consubstancial e imutável.
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