Significado de convulsibilidade
Explore os principais sentidos da palavra 'convulsibilidade', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Propriedade ou estado do que é convulsível, que pode ser convulsionado.
- s.f.(Med.) Suscetibilidade a sofrer convulsões, ataques epilépticos ou espasmos musculares involuntários.
- s.f.(Fig.) Característica do que é passível de ser agitado, perturbado ou revolvido profundamente.
- s.f.(Geol.) Capacidade de um terreno ou formação geológica de sofrer abalos ou movimentos bruscos.
Etimologia:
Convulsibilidade deriva do latim "convulsio, -onis", que significa ação de sacudir ou agitar violentamente, formada pelo prefixo "con-" (intensidade) e o verbo "vellere" (puxar, arrancar), com o sufixo "-bilidade" indicando qualidade ou condição.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Médico-Clínico
Refere-se à predisposição de um organismo, especialmente o sistema nervoso, a apresentar crises convulsivas. É um conceito central na neurologia e na epileptologia para avaliar o risco e a gravidade de distúrbios epilépticos.
Exemplo: O histórico familiar e exames de EEG são usados para avaliar a convulsibilidade do paciente.
Sentido Geológico-Geotécnico
Descreve a propensão de um maciço rochoso ou solo a sofrer movimentos súbitos e violentos, como em fenômenos de liquefação durante um terremoto ou em deslizamentos.
Exemplo: O estudo da convulsibilidade do terreno é crucial para a engenharia sísmica na definição de zonas de risco.
Sentido Sociopolítico
Aplica-se metaforicamente ao potencial latente de uma sociedade ou sistema para entrar em estado de agitação extrema, rebelião ou revolução, quando submetido a tensões críticas.
Exemplo: Analistas políticos estudam os fatores que aumentam a convulsibilidade social em regimes autoritários.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a condição humana como sendo intrinsicamente passível de ser abalada por crises de significado, por experiências limite ou por uma confrontação radical com o absurdo, que convulsionam a estrutura da consciência.
Exemplo: O pensamento de autores como Kierkegaard ou Dostoiévski explora a convulsibilidade da fé e da dúvida na existência.
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