Significado de cor de cera
Explore os principais sentidos da palavra 'cor de cera', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Cor semelhante à da cera de abelha, um amarelo pálido e opaco.
- adj.Cor semelhante à da cera de vela, um branco amarelado ou bege muito claro.
- adj.Cor que lembra a palidez da cera derretida ou modelada.
- adj.(Fig.) Descreve uma pele com tonalidade extremamente pálida, sem viço.
- adj.(Fig.) Descreve uma cor ou superfície com aspecto opaco e sem brilho, como cera.
Etimologia:
A expressão "cor de cera" deriva do substantivo "cera", do latim "cera", que designa a substância amarelada produzida pelas abelhas, usada para moldar velas. O termo passou a ser usado para descrever uma tonalidade amarelada, semelhante à da cera natural.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Médico-Clínico
Refere-se a uma palidez cutânea patológica, frequentemente associada a estados graves de saúde. Descreve uma pele fria, pálida e translúcida, sem a irrigação sanguínea normal.
Exemplo: o termo é usado em prontuários para descrever a pele de um paciente em choque hipovolêmico.
Sentido Artístico-Descritivo
Na pintura e na literatura, é um atributo cromático usado para descrever tons específicos de amarelo, bege ou para evocar uma palidez inanimada. Serve para criar imagens de fragilidade, doença ou ausência de vida.
Exemplo: na descrição "seu rosto tinha uma cor de cera", Eça de Queirós caracteriza a fisionomia doente de Carlos da Maia em "Os Maias".
Sentido Sociocultural
No contexto brasileiro, é uma expressão lexicalizada que nomeia uma cor específica, frequentemente usada em catálogos de tintas, tecidos e design. Transcende a mera comparação para se tornar uma categoria cromática estabelecida.
Exemplo: é uma opção comum em cartelas de cores para pintura residencial, ao lado de "marfim" ou "branco gelo".
Sentido Simbólico-Ritualístico
Associa-se à ideia de efígie, representação estática e inerte, comum em contextos fúnebres ou religiosos. Evoca a imagem de velas, santos de cera ou máscaras mortuárias, simbolizando a fronteira entre a vida e a morte.
Exemplo: a expressão descreve a aparência imóvel e solene de uma figura em um cortejo ritual ou a face de um santo em uma procissão.
Explorar também:
Compartilhar: