Significado de coronheiro
Explore os principais sentidos da palavra 'coronheiro', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Arbusto ou pequena árvore da família das Apocináceas, *Thevetia peruviana*, de folhas lanceoladas e flores amarelas em forma de trombeta, cujo látex e sementes são altamente tóxicos.
- s.m.Por extensão, qualquer planta do gênero *Thevetia* ou *Cascabela*, nativa das Américas tropical e subtropical.
- s.m.Designação popular para a planta *Nerium oleander* (espirradeira), por confusão botânica, embora pertença a gênero distinto.
Etimologia:
Coronheiro deriva do termo "coronho", que na língua portuguesa antiga designava uma vara ou bastão, com o sufixo agente "-eiro", indicando aquele que maneja ou está relacionado a esse objeto, especialmente utilizado para designar o líder de milícia rural armado com bastão ou arma de fogo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Toxicológico
A palavra designa a planta cujo princípio ativo, a tevetina, é um glicosídeo cardíaco que provoca intoxicação grave, com sintomas como náuseas, arritmias e parada cardíaca.
Exemplo: “O laudo pericial confirmou a presença de coronheiro no chá ingerido pela vítima.”
Sentido Forense
No contexto criminal, refere-se ao uso da planta como instrumento de homicídio ou suicídio, devido à sua toxicidade e disponibilidade em regiões tropicais.
Exemplo: “O caso de envenenamento por coronheiro foi registrado nos arquivos do Instituto Médico Legal.”
Sentido Etnobotânico
Em comunidades tradicionais da América Latina, o coronheiro é empregado em rituais de cura ou como veneno para caça, apesar dos riscos, por seu efeito rápido sobre o sistema cardiovascular.
Exemplo: “Os pajés da tribo utilizavam o látex do coronheiro em pequenas doses para induzir estados alterados de consciência.”
Sentido Literário
Na obra de autores brasileiros, a palavra aparece como símbolo de perigo oculto ou beleza letal, associada a tramas de envenenamento ou metáforas de sedução mortal.
Exemplo: “No romance de João Guimarães Rosa, o coronheiro é mencionado como a ‘flor da morte’ que adorna o jardim da fazenda.”
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