Significado de corrida armamentista
Explore os principais sentidos da palavra 'corrida armamentista', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Competição entre nações ou grupos para acumular armamentos superiores.
- s.f.Processo de aumento acelerado e mútuo de arsenais militares.
- s.f.Dinâmica de ação e reação na aquisição de poderio bélico.
Etimologia:
A expressão "corrida armamentista" deriva do substantivo "corrida", do latim "currĕre", que significa competir ou apressar-se, e do adjetivo "armamentista", relacionado a "armamento", do latim "armamentum", que designa o conjunto de armas e equipamentos militares; assim, a expressão refere-se à competição acelerada entre nações para o desenvolvimento e acumulação de armamentos.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Geopolítico
Refere-se especificamente a períodos de intensa competição militar entre potências, com profundo impacto na ordem internacional. O exemplo paradigmático é a corrida armamentista entre os EUA e a URSS durante a Guerra Fria, caracterizada pela proliferação de armas nucleares e sistemas de entrega.
Sentido Econômico-Militar
Descreve o ciclo em que o desenvolvimento e a produção em massa de armamentos se tornam um setor econômico estratégico, influenciando orçamentos nacionais, emprego e política industrial.
Exemplo: o complexo militar-industrial dos EUA, cuja expansão foi justificada e alimentada pela competição com a União Soviética.
Sentido Estratégico-Segurança
Aborda a dinâmica como um dilema de segurança, onde medidas defensivas de um ator são percebidas como ameaçadoras por outro, gerando uma espiral de desconfiança e aumento de capacidades ofensivas.
Exemplo: a atual competição em sistemas hipersônicos e defesa antimísseis entre grandes potências.
Sentido Sociológico-Institucional
Analisa o fenômeno como um processo social e burocrático autossustentado, onde instituições militares, científicas e políticas desenvolvem interesses próprios na perpetuação da competição.
Exemplo: a pressão de grupos de interesse e think tanks na manutenção de altos gastos com defesa mesmo após o fim de uma ameaça imediata.
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