Significado de cotonia
Explore os principais sentidos da palavra 'cotonia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Tecido de algodão de trama simples, geralmente branco ou cru, usado para confecção de roupas íntimas, uniformes e aventais.
- s.f.Por extensão, peça de vestuário feita desse tecido, como camisa ou calça.
- s.f.Regionalismo (Brasil): designação para uma espécie de pano grosso e resistente.
Etimologia:
Cotonia deriva do latim medieval "cotonia", que por sua vez vem do grego "kotônion", diminutivo de "kótōn", que significa algodão, referindo-se ao fruto da planta cujo aspecto se assemelha ao algodão.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Etimológico
Deriva do francês cotonnade (tecido de algodão), adaptado ao português com sufixo -ia. O termo aparece em inventários coloniais do século XVIII para descrever panos importados de baixo custo.
Exemplo: “No carregamento do navio, constavam 50 varas de cotonia para vestir os escravos da fazenda” (registro de alfândega de 1750).
Sentido Econômico
Designa um produto têxtil de baixo valor agregado, historicamente associado à produção em larga escala para classes trabalhadoras. Na economia colonial brasileira, a cotonia era um item de troca no tráfico de escravizados.
Exemplo: “O preço da cotonia caía conforme aumentava a importação de tecidos ingleses” (relatório comercial de 1820).
Sentido Social
Refere-se à vestimenta padronizada de grupos subalternos, como escravizados, empregados domésticos ou presidiários, simbolizando hierarquia e controle.
Exemplo: “Os meninos do orfanato usavam calças de cotonia cinza, iguais para todos” (memória de ex-interno, 1940).
Sentido Literário
Em obras realistas brasileiras, a cotonia aparece como marcador de pobreza ou rusticidade, contrastando com tecidos nobres.
Exemplo: “Vestia uma camisa de cotonia remendada, enquanto a patroa exibia seda francesa” (Aluísio Azevedo, O Cortiço, 1890).
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