Significado de cralhampana
Explore os principais sentidos da palavra 'cralhampana', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.(substantivo feminino) Planta herbácea de folhas largas e flores amarelas, nativa de regiões tropicais, usada na medicina popular como anti-inflamatório.
- sf.(substantivo feminino) Gíria regional para um objeto de uso doméstico, como um tipo de panela de barro de fundo chato.
- sf.(substantivo feminino) Termo obsoleto para uma dança coletiva de origem rural, executada em círculo com batidas de pés.
- sf.(substantivo feminino) Designação técnica em engenharia para uma peça de encaixe em estruturas de madeira, similar a uma cunha.
- sf.(substantivo feminino) Nome popular de uma ave passeriforme de canto estridente, encontrada em florestas de altitude.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ritual
Em cerimônias de cura de comunidades ribeirinhas, a cralhampana é queimada como oferenda para afastar maus espíritos, devido ao seu odor acre e propriedades purificadoras.
Exemplo: Durante o ritual do “Fogo Limpo”, o pajé asperge cinzas de cralhampana sobre os participantes.
Sentido Econômico
Refere-se a um contrato informal de troca de mercadorias em feiras livres do interior, onde a cralhampana (a panela de barro) serve como unidade de valor para escambo.
Exemplo: Um saco de farinha equivalia a duas cralhampanas na feira de São João.
Sentido Psicológico
Designa um estado de fixação mental repetitiva e improdutiva, comparável a um “loop” de pensamentos, originado da expressão popular “ficar na cralhampana”.
Exemplo: O paciente descreveu sua ansiedade como uma cralhampana que não o deixava dormir.
Sentido Artístico
Na literatura modernista brasileira, a palavra foi usada como metonímia para a resistência cultural do homem simples do campo, simbolizando a rusticidade e a tradição.
Exemplo: No poema “Cralhampana” de João Cabral de Melo Neto, o objeto é descrito como “barro que não se quebra”.
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