Significado de crematista
Explore os principais sentidos da palavra 'crematista', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Pessoa que professa o crematismo, doutrina econômica que defende a acumulação de riqueza como fim último da atividade humana.
- s.m.Indivíduo que reduz todas as relações sociais e valores ao critério do lucro ou ganho material.
- s.m.Partidário de uma ética baseada exclusivamente na maximização da riqueza pessoal.
Etimologia:
A palavra "crematista" deriva do grego antigo κρεμαστής (kremastḗs), que significa "aquele que pendura", relacionada a κρεμάννυμι (kremánnymi), "pendurar". No português, o termo passou a designar o usurário, aquele que empresta dinheiro a juros, associando-se à ideia de "pendurar" dívidas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
Designa o agente que adota o crematismo como princípio prático, priorizando a geração de riqueza monetária acima de considerações éticas ou sociais.
Exemplo: um empresário que, para aumentar lucros, ignora leis trabalhistas e ambientais age como um crematista.
Sentido Filosófico
Refere-se à posição doutrinária que identifica o bem-estar humano com a posse de bens materiais, em oposição a visões que valorizam virtudes ou prazeres não econômicos.
Exemplo: na obra de Aristóteles, o crematista é criticado por confundir meios (dinheiro) com fins (vida boa).
Sentido Histórico
Aplica-se a comerciantes ou financistas da Grécia Antiga que praticavam a arte de adquirir riqueza por meio da troca e do comércio, distinguindo-se da economia doméstica voltada à subsistência.
Exemplo: os crematistas atenienses do século IV a.C. eram vistos como figuras ambíguas, essenciais ao comércio marítimo, mas moralmente suspeitas.
Sentido Psicológico
Descreve um perfil de personalidade obcecado por acumulação financeira, frequentemente associado à ansiedade de perda e à busca de segurança material como substituto de vínculos afetivos.
Exemplo: um crematista moderno pode passar décadas acumulando patrimônio sem jamais desfrutá-lo, por medo de empobrecer.
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