Significado de cuiteleiro
Explore os principais sentidos da palavra 'cuiteleiro', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que fabrica ou vende cutelos, facas grandes e navalhas.
- s.m.Profissional que trabalha com o corte de carnes em açougues ou talhos.
- s.m.Peça ou utensílio usado para segurar ou afiar cutelos.
Etimologia:
De origem obscura, a palavra "cuiteleiro" provavelmente deriva do termo galego-português "coitelero", que significa fabricante ou vendedor de facas, relacionado a "coitelo", diminutivo de "couteau" do francês antigo, que por sua vez vem do latim "cultellus", diminutivo de "culter", significando faca ou lâmina.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ocupacional
Designa o trabalhador especializado no manuseio e manutenção de cutelos, geralmente em contextos de açougue ou cutelaria artesanal. O termo enfatiza a função técnica e rotineira do ofício.
Exemplo: “O cuiteleiro passava a lâmina na chaira antes de cada corte, garantindo precisão no serviço.”
Sentido Histórico
Refere-se ao artesão que, em períodos pré-industriais, produzia cutelos e facas para uso doméstico e militar, operando em pequenas forjas ou oficinas. A palavra remete a uma divisão do trabalho anterior à produção em série.
Exemplo: “Nos registros do século XVIII, o cuiteleiro era listado entre os oficiais mecânicos da vila.”
Sentido Econômico
Indica o agente de uma microeconomia de ferramentas cortantes, cuja atividade depende da demanda local por processamento de alimentos ou de utensílios para ofícios como o de carniceiro. Seu rendimento está atrelado à sazonalidade de abates e feiras.
Exemplo: “O cuiteleiro ajustava o preço das facas conforme a época de matança de porcos na região.”
Sentido Simbólico
Em contextos rituais ou metafóricos, a figura do cuiteleiro pode representar aquele que separa, delimita ou transforma a matéria bruta (carne, madeira) em partes úteis, associando-se a ideias de precisão e transição entre o caos e a ordem.
Exemplo: “No conto, o cuiteleiro era visto como um guardião dos limites entre o alimento e o desperdício.”
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