Significado de cujo

Explore os principais sentidos da palavra 'cujo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • pron. rel.Pronome relativo que introduz uma oração subordinada adjetiva, indicando posse ou relação de pertencimento.
  • pron. rel.Equivale a "do qual", "da qual", "dos quais", "das quais", ligando um termo ao seu possuidor.
  • pron. rel.Usado para retomar um substantivo anterior (o antecedente) e especificar algo que lhe pertence.
  • pron. rel.Funciona como adjunto adnominal, sempre concordando em gênero e número com a coisa possuída.
  • pron. rel.Elemento de coesão textual que evita a repetição de estruturas possessivas.

Etimologia:

A palavra "cujo" deriva do latim vulgar cujus, forma genitiva do pronome relativo qui, que significa "aquele que" ou "o qual".

Sinônimos (sentido comum):

de quem, do qual, da qual, dos quais, das quais, pertencente a, relativo a, pertencente ao qual, relativo ao qual, pertencente à qual

Antônimos (sentido comum):

de quem não, sem relação, não pertencente, estranho a, alheio a, independente de, desvinculado de, oposto a, contrário a, distinto de

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Linguístico-Estrutural

Na Linguística, 'cujo' é analisado como um operador de subordinação que estabelece uma relação de dependência sintática e semântica entre orações. Ele sinaliza um vínculo de posse inalienável, onde o possuidor é o antecedente e o possuído é o termo que o segue. Por exemplo, na frase "O autor, cujo livro foi best-seller, fará uma palestra", a estrutura "cujo livro" vincula "livro" (possuído) a "autor" (possuidor) de forma inequívoca.

Sentido Jurídico-Formal

No Direito, 'cujo' é um termo técnico frequente em documentos e leis para precisar relações de propriedade, responsabilidade ou autoria, evitando ambiguidades. Sua utilização confere precisão à redação ao atribuir titularidade ou vinculação de forma clara. Um exemplo é o Artigo 1.228 do Código Civil Brasileiro: "O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha, cujo exercício será condicionado ao interesse social".

Sentido Literário-Expressivo

Na Literatura, 'cujo' é um recurso estilístico que confere elegância, concisão e um tom mais formal ou clássico ao texto, sendo marcador de um registro linguístico elevado. Ele permite construir períodos complexos e bem articulados, enriquecendo a prosa. Um exemplo canônico está no soneto "Camões" de Olavo Bilac: "Esse, cujo o trabalho incansável afronta / A fúria do mar e a cólera do vento".

Sentido Educacional-Institucional

No contexto educacional, 'cujo' é um marcador de domínio da norma culta da língua, frequentemente alvo de ensino explícito devido às suas regras específicas de concordância e uso. Seu domínio é avaliado em exames de proficiência e vestibulares como um diferencial de competência linguística. Um exemplo concreto é sua presença em questões do ENEM e outros vestibulares, testando a capacidade do candidato de empregar corretamente os pronomes relativos.

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