Significado de cupidista
Explore os principais sentidos da palavra 'cupidista', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Relativo ao cupidismo, ou seja, à busca desmedida por riqueza e bens materiais.
- adj.Que demonstra ou é caracterizado por uma avareza extrema.
- adj.Pertencente ou referente à cobiça como princípio de ação.
- s.m.Pessoa que pratica o cupidismo; indivíduo avarento, ávido por acumular riquezas.
- s.m.Seguidor de uma doutrina ou comportamento que coloca a ganância no centro da conduta.
Etimologia:
Cupidista deriva do latim "cupidus", que significa "desejoso" ou "ambicioso", com o sufixo "-ista", indicando alguém que pratica ou tem tendência a algo; assim, cupidista refere-se a quem é movido pela cobiça ou pelo desejo excessivo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
Refere-se a uma lógica de mercado ou a um comportamento de agente econômico guiado exclusivamente pela maximização do ganho material e pelo acúmulo de capital, desconsiderando externalidades sociais ou éticas.
Exemplo: A crítica ao homo economicus clássico muitas vezes o descreve como um agente puramente cupidista.
Sentido Filosófico-Moral
Designa uma postura existencial ou ética na qual a cobiça é elevada a princípio motor da vida, em oposição a virtudes como a temperança ou a generosidade.
Exemplo: Na filosofia estoica, a condenação da pleonexia (desejo de ter sempre mais) aproxima-se da condenação do caráter cupidista.
Sentido Sociológico
Caracteriza um comportamento ou valor social que prioriza a posse e a exibição de riqueza como medida suprema de status e sucesso individual, contribuindo para o materialismo e a competição acirrada.
Exemplo: A análise de Thorstein Veblen sobre o "consumo conspícuo" ilustra práticas cupidistas na classe ociosa.
Sentido Literário-Alegórico
Figura que personifica a avareza ou a ganância em narrativas, servindo como arquétipo para criticar vícios humanos.
Exemplo: O personagem Ebenezer Scrooge, de Um Conto de Natal de Charles Dickens, é uma representação clássica do cupidista redimido.
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