Significado de deiforme
Explore os principais sentidos da palavra 'deiforme', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que tem a forma ou a aparência de um deus.
- adj.Que possui qualidades divinas ou semelhantes às de um deus.
- adj.(Por extensão) Que é belo, majestoso ou sublime de forma sobre-humana.
- adj.(Teologia) Relativo à natureza divina ou à condição de participação nela.
- s.m.(Raro) Aquele que tem forma divina; uma divindade.
Etimologia:
A palavra "deiforme" deriva do latim "deiformis", composto por "deus", que significa "deus", e o sufixo "-formis", que indica "forma" ou "semelhante a". Portanto, "deiforme" significa "que tem a forma de um deus".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Teológico
Refere-se à doutrina cristã, especialmente na teologia ortodoxa e patrística, da participação do ser humano na natureza divina (theosis). Enfatiza a transformação do crente pela graça, tornando-se "conforme à imagem de Deus".
Exemplo: Os escritos de Gregório Palamas sobre a deificação do homem.
Sentido Estético-Artístico
Descreve a representação idealizada da figura humana na arte, especialmente na escultura e pintura clássicas e renascentistas, onde o corpo é dotado de proporções, beleza e serenidade que transcendem o comum.
Exemplo: A estátua do Apolo de Belvedere, que encarna o cânone de beleza e perfeição divina.
Sentido Crítico-Literário
Usado para analisar personagens ou narrativas que apresentam características ou uma estatura sobre-humana, heroica ou excessivamente idealizada, por vezes criticando essa representação como artificial ou desprovida de humanidade.
Exemplo: A crítica ao protagonista de Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, como uma figura deiforme e romântica até a exasperação.
Sentido Psicológico-Arquetípico
Relaciona-se à projeção de qualidades divinas, perfeitas e idealizadas sobre uma pessoa (como um líder ou parceiro amoroso), processo estudado pela psicologia analítica como a ativação do arquétipo do Self ou da imagem divina interior.
Exemplo: A idealização extrema de uma figura de autoridade carismática por seus seguidores, atribuindo-lhe infalibilidade.
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