Significado de demonografia
Explore os principais sentidos da palavra 'demonografia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Estudo descritivo e sistemático de demônios, suas origens, características e classificação.
- s.f.Tratado ou obra escrita que cataloga e descreve demônios, suas hierarquias e atributos.
- s.f.Ramo da demonologia voltado para a catalogação e descrição de entidades demoníacas.
Etimologia:
Demonografia é formada pelos elementos do grego antigo: "dêmos" (povo) e "graphia" (escrita, descrição), significando a descrição ou estudo dos povos.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Teológico
Refere-se à prática, comum em textos medievais e da Renascença, de catalogar demônios dentro de uma cosmovisão cristã, muitas vezes associando-os a vícios, pecados ou forças da natureza.
Exemplo: O "Pseudomonarchia Daemonum" (1577) de Johann Weyer é um tratado de demonografia que lista demônios, seus selos, números de legiões e habilidades.
Sentido Antropológico-Cultural
Aborda a catalogação e estudo de entidades consideradas malignas ou espiritualmente perigosas em diferentes sistemas de crenças e mitologias, analisando suas funções sociais e simbólicas.
Exemplo: O estudo comparado de figuras como o djinn no Islã, o rakshasa no hinduísmo e o demônio no cristianismo, mapeando seus atributos e papéis nas respectivas culturas.
Sentido Literário-Ficcional
Designa a criação de sistemas internos e detalhados de entidades demoníacas dentro de obras de fantasia, horror ou ficção especulativa, conferindo verossimilhança ao universo narrativo.
Exemplo: A obra "A Chave de Salomão" no romance "Frankenstein" de Mary Shelley, ou a elaborada hierarquia infernal e seus arquétipos na série de livros e jogos "Dungeons & Dragons".
Sentido Crítico-Metafórico
Usado para descrever a análise ou catalogação de forças, tendências ou instituições humanas percebidas como profundamente malignas, corruptoras ou destrutivas, numa analogia à catalogação de demônios.
Exemplo: Um ensaio que faz uma "demonografia do século XX", listando e descrevendo ideologias totalitárias e seus mecanismos de opressão como entidades malignas modernas.
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