Significado de doairo
Explore os principais sentidos da palavra 'doairo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m. 1.Ato ou efeito de doar; doação.
- s.m. 2.Coisa que se doa; dádiva, presente.
- s.m. 3.(Direito) Contrato pelo qual uma pessoa transfere, de forma gratuita e irrevogável, bens ou direitos para outra.
- s.m. 4.(Figurado) Qualidade de ser generoso; desprendimento, liberalidade.
- s.m. 5.(Religião) Graça ou benefício concedido por Deus.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Jurídico-Notarial
Refere-se ao ato formal e solene de transferência gratuita de bens, registrado em escritura pública. Envolve requisitos legais específicos, como capacidade das partes, aceitação expressa do donatário e, em certos casos, cláusula de reversão.
Exemplo: A escritura de doação de um imóvel de pais para filhos perante um tabelião de notas.
Sentido Antropológico-Ritual
Enquadra-se no sistema de trocas simbólicas que estabelece ou reforça laços sociais, obrigações e hierarquias dentro de um grupo. A doação cria uma dívida simbólica e um vínculo de reciprocidade, sendo central em cerimônias como casamentos e alianças políticas.
Exemplo: A prática do potlatch entre alguns povos indígenas da costa noroeste da América do Norte.
Sentido Econômico-Fiscal
Operação que, embora gratuita para as partes, gera implicações tributárias, como o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), devido aos estados. Sua declaração é obrigatória e pode impactar o patrimônio declarado para fins de Imposto de Renda e herança.
Exemplo: A doação de valores em dinheiro acima de um limite estabelecido pela Receita Federal deve ser declarada no IR do donatário.
Sentido Filosófico-Ético
Ato fundado na gratuidade e no desinteresse, visto como expressão máxima da liberdade e da virtude, contrastando com a lógica da troca mercantil. Coloca em questão a motivação pura (dar sem esperar retorno) e sua possibilidade numa sociedade regida por interesses.
Exemplo: A reflexão de Marcel Mauss em "Ensaio sobre a Dádiva", que analisa o dom como um fato social total, misturando interesse e desinteresse.
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