Significado de doentia
Explore os principais sentidos da palavra 'doentia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que padece de doença; que tem saúde debilitada.
- adj.Próprio de ou relativo a doença; mórbido.
- adj.Que demonstra ou denota estado patológico.
- adj.(Figurado) Excessivo, doentio, que beira o patológico.
- adj.(Figurado) Mórbido, que tem atração pelo que é sombrio ou decadente.
Etimologia:
Doentia deriva do latim tardio "doentia", substantivo feminino relacionado a "doens", particípio presente de "dolere", que significa "doer" ou "sentir dor".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado mental ou emocional caracterizado por desequilíbrio, obsessão ou sofrimento psíquico intenso. Este sentido transcende a patologia clínica, descrevendo uma condição de angústia profunda ou fixação prejudicial.
Exemplo: A fixação do personagem Raskólnikov, em "Crime e Castigo" de Dostoiévski, por seu crime é descrita como uma condição doentia da mente.
Sentido Social
Descreve dinâmicas, instituições ou normas coletivas que são prejudiciais, opressivas ou corrompidas, gerando mal-estar e degradação no corpo social. A palavra é usada para criticar estruturas que perpetuam injustiças ou vícios.
Exemplo: A crítica de pensadores como Byung-Chul Han à sociedade do desempenho, que ele considera doentia pela pressão por produtividade e positividade constantes.
Sentido Estético
Na arte e na literatura, qualifica uma sensibilidade que valoriza o grotesco, o decadente, o bizarro ou o macabro, frequentemente associada a movimentos como o Decadentismo ou o Simbolismo.
Exemplo: A poesia de August dos Anjos, repleta de imagens de decomposição e sofrimento físico, é frequentemente caracterizada por uma atmosfera doentia.
Sentido Moral
Aplica-se a comportamentos, atitudes ou valores considerados moralmente corruptos, perversos ou eticamente degradados, indicando uma falha na conduta que fere princípios éticos fundamentais.
Exemplo: O prazer sádico que o personagem Iago, de "Otelo" de Shakespeare, sente ao manipular e destruir os outros é retratado como uma maldade doentia.
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