Significado de elegantes

Explore os principais sentidos da palavra 'elegantes', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.2 gên. Que demonstra elegância; refinado, distinto.
  • adj.2 gên. Diz-se de pessoa ou coisa que possui harmonia de formas ou proporções.
  • adj.2 gên. Caracterizado por bom gosto, sobriedade e requinte.
  • adj.2 gên. Que age com cortesia, delicadeza ou fineza social.
  • adj.2 gên. Que é sóbrio e harmonioso, sem excessos ou vulgaridade.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Sociológico

Refere-se à elegância como um marcador de distinção social, historicamente associado a classes dominantes. O uso de roupas, gestos e linguagem "elegantes" funciona como um código de pertencimento e exclusão, legitimando hierarquias.

Exemplo: nos salões do século XIX, ser elegante era um requisito para circular entre a nobreza, como descrito nos romances de Machado de Assis.

Sentido Estético

Na arte e no design, o termo designa a qualidade de uma solução formal que combina economia de meios e impacto visual, sem excesso decorativo. Uma obra elegante é aquela em que cada elemento cumpre função estrutural ou expressiva, como na arquitetura minimalista de Mies van der Rohe.

Exemplo: o poema "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade, é considerado elegante por sua precisão seca e repetição deliberada.

Sentido Ético

Elegância moral refere-se à capacidade de agir com dignidade e compostura em situações adversas, sem humilhar o outro ou expor-se de forma desnecessária. Implica autocontrole, discrição e respeito ao próximo, mesmo quando há conflito.

Exemplo: a atitude de Nelson Mandela ao convidar seus ex-carcereiros para sua posse presidencial é citada como um ato de elegância ética.

Sentido Performático

No âmbito da psicologia social e dos estudos de gênero, elegância é entendida como uma performance corporal e discursiva, aprendida e repetida, que produz efeitos de naturalidade. Não é uma essência, mas um conjunto de códigos (postura, tom de voz, vestimenta) que podem ser ensaiados e subvertidos.

Exemplo: a figura do dândi, como Oscar Wilde, que usava a elegância como ironia e crítica aos valores vitorianos.

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