Significado de elegera
Explore os principais sentidos da palavra 'elegera', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.Forma verbal do pretérito mais-que-perfeito do indicativo do verbo 'eleger', indicando uma ação concluída anterior a outro momento passado.
- v.Ter escolhido alguém ou algo por meio de votação ou deliberação coletiva em um momento passado remoto.
- v.Ter optado por algo ou alguém, tomado uma decisão de preferência no passado.
Etimologia:
de origem desconhecida
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Político
Refere-se ao ato fundamental da democracia representativa, onde um corpo eleitoral, em um momento passado específico, conferiu legitimidade a um representante ou governante. É o momento de fundação da autoridade política.
Exemplo: O colégio eleitoral elegera o presidente, mas o resultado só seria homologado semanas depois.
Sentido Jurídico-Processual
Designa a conclusão de um ato processual de escolha, como a eleição de um síndico, um representante em assembleia ou um árbitro, cuja validade se estabelece em um passado anterior ao momento da narrativa.
Exemplo: A assembleia já elegera seu representante antes da interposição do recurso, tornando a questão res judicata.
Sentido Teológico
Na teologia cristã, particularmente no calvinismo, refere-se à doutrina da predestinação, onde Deus, na eternidade, teria escolhido (eleito) aqueles que serão salvos. O uso no pretérito mais-que-perfeito enfatiza a anterioridade absoluta e definitiva desse ato divino.
Exemplo: Para os teólogos reformados, Deus já os elegera antes da fundação do mundo.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a ideia de que as escolhas fundamentais que definem um indivíduo (seus valores, projeto de vida) foram realizadas em um passado que fundamenta seu presente, muitas vezes de forma implícita ou não totalmente consciente.
Exemplo: Em sua angústia, percebeu que, ao buscar sempre a aprovação alheia, já se elegera como ser-para-os-outros, abdicando de sua liberdade autêntica.
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