Significado de elitrotomia
Explore os principais sentidos da palavra 'elitrotomia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Procedimento cirúrgico de incisão do lábio menor do pudendo feminino para alargamento do canal vaginal, geralmente realizado durante o parto para facilitar a passagem do feto.
- sf.Ato de cortar a membrana mucosa e a pele do lábio menor do pudendo, com finalidade obstétrica ou terapêutica.
- sf.Termo técnico em obstetrícia para a episiotomia lateral ou médio-lateral, quando a incisão é direcionada para o lado.
Etimologia:
de origem desconhecida
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Clínico
Refere-se à aplicação médica da palavra, descrevendo uma incisão específica no períneo feminino, distinta da episiotomia mediana. É utilizada em manuais de obstetrícia para indicar a técnica de corte lateral, visando evitar lacerações retais.
Exemplo: “O obstetra optou pela elitrotomia para minimizar riscos de ruptura do esfíncter anal.”
Sentido Histórico
Designa uma prática cirúrgica documentada em tratados médicos do século XIX, quando a incisão lateral do pudendo era realizada sem anestesia, como intervenção de emergência em partos complicados.
Exemplo: “No manual de 1875, a elitrotomia era descrita como último recurso para desobstrução fetal.”
Sentido Etimológico
Deriva do grego élytron (bainha, vagina) e tomia (corte), significando literalmente “corte da bainha”. Esse sentido ressalta a composição morfológica da palavra, usada para nomear qualquer incisão vaginal em contextos zoológicos ou anatômicos.
Exemplo: “Em entomologia, o termo elitrotomia designa a abertura do élitro de insetos.”
Sentido Sociológico
Aborda a crítica contemporânea à medicalização do parto, na qual a elitrotomia é vista como intervenção desnecessária e potencialmente traumática, refletindo relações de poder entre médico e paciente.
Exemplo: “Movimentos de humanização do parto questionam a elitrotomia de rotina, classificando-a como violência obstétrica.”
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