Significado de enfado
Explore os principais sentidos da palavra 'enfado', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.Estado de aborrecimento ou irritação causado por algo monótono ou desagradável.
- s.Sensação de cansaço ou fastio físico.
- s.Ação ou coisa que provoca tédio ou impaciência.
- s.(Portugal) Indisposição digestiva; enfartamento.
- s.(Antigo) Aversão, repugnância.
Etimologia:
Enfado provém do verbo "enfadar", que tem origem no latim vulgar *infadare, derivado de "fatum" (destino, fadado), com o prefixo "in-" indicando intensidade ou negação, relacionando-se ao cansaço ou aborrecimento intenso.
Sinônimos (sentido comum):
tédio, aborrecimento, cansaço, fadiga, monotonia, desânimo, lassidão, fastio, melancolia, desinteresse
Antônimos (sentido comum):
interesse, entusiasmo, prazer, alegria, satisfação, animação, divertimento, contentamento, curiosidade, diversão
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado de desânimo e apatia profunda, próximo da melancolia ou da depressão leve, caracterizado pela perda de interesse no meio. O exemplo clássico é o "tédio existencial" de tédio descrito por Schopenhauer, onde o sujeito se sente vazio na ausência de desejos ou estímulos.
Sentido Social
Descreve a reação coletiva à repetição excessiva de discursos, modas ou comportamentos, levando ao seu descrédito. Um exemplo concreto é o enfado público com a retórica política vazia durante longos períodos eleitorais, resultando em cinismo e desengajamento.
Sentido Fisiológico
Corresponde a uma sensação de plenitude gástrica e mal-estar físico após uma refeição copiosa, conhecida popularmente como "empachamento". É um uso comum em Portugal, como na frase "Comi demais e fiquei com um enfado".
Sentido Literário
Na tradição literária, especialmente no Classicismo e Barroco, o enfado é um tema central que expressa o desencanto com os prazeres efêmeros e a vaidade do mundo. Em Camões, por exemplo, o enfado perante a "glória de mandar" e o "vão tesouro" ilustra este desprezo pela vida mundana.
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