Significado de ensoberbado
Explore os principais sentidos da palavra 'ensoberbado', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que demonstra soberba, orgulho excessivo e arrogância.
- adj.Que se tornou altivo, presunçoso ou vaidoso.
- adj.Que se encheu de si mesmo, perdendo a modéstia.
- adj.Que age com desdém ou superioridade em relação aos outros.
- adj.(Pouco comum) Que foi elevado a uma condição de grandeza ou poder.
Etimologia:
A palavra "ensoberbado" deriva do latim vulgar superbus, que significa "orgulhoso" ou "arrogante", acrescida do prefixo "en-" indicativo de ação ou estado, formando assim o particípio passado que expressa o estado de quem está tomado pela soberba.
Sinônimos (sentido comum):
arrogante, soberbo, vaidoso, presunçoso, altivo, orgulhoso, prepotente, convencido, jactancioso, ostentoso
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico-Comportamental
Refere-se a um estado de caráter ou personalidade marcado por uma autoimagem inflada e uma necessidade de se sentir superior, frequentemente como mecanismo de compensação para inseguranças profundas. Um exemplo clássico é o personagem Darcy, de "Orgulho e Preconceito", que inicialmente se apresenta como ensoberbado e distante.
Sentido Social-Relacional
Descreve uma atitude que quebra a harmonia e a igualdade nas interações sociais, criando hierarquias artificiais através do desprezo ou da indiferença. Um exemplo concreto é o tratamento dado por um nobre do Antigo Regime a um camponês, considerando-o inferior por nascimento.
Sentido Moral-Filosófico
Na tradição filosófica e religiosa, a condição de ensoberbado é vista como um vício capital (a soberba) que cega o indivíduo para suas próprias falhas e o afasta da virtude da humildade. Na "Divina Comédia" de Dante, os soberbos são punidos no Purgatório carregando pesadas pedras que os forçam a curvar-se.
Sentido Organizacional
Aplica-se a culturas ou climas dentro de instituições (como empresas ou governos) onde a arrogância e a presunção são normalizadas, levando à falta de crítica interna, à estagnação e a decisões tomadas sem consulta. A queda de impérios ou de grandes corporações é frequentemente atribuída, em análises históricas, a períodos de liderança ensoberbada e isolada da realidade.
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