Significado de entranha
Explore os principais sentidos da palavra 'entranha', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Parte mais interna de um ser vivo, especialmente as vísceras.
- s.f. Fig.Parte mais íntima, profunda ou essencial de algo.
- s.f. Fig.Sentimento profundo e intenso; âmago.
- s.f. Bras.Tecido conjuntivo que reveste internamente o couro cru.
Etimologia:
A palavra "entranha" deriva do latim "intranea", plural de "intraneum", que significa "parte interior", formada por "intra", que quer dizer "dentro", indicando as partes internas do corpo.
Sinônimos (sentido comum):
essência, âmago, cerne, íntimo, fundo, interior, núcleo, substância, coração, seio
Antônimos (sentido comum):
superfície, exterior, parte externa, casca, cobertura, revestimento, pele, camada externa, superfície externa, envoltório
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Anatômico-Visceral
Refere-se especificamente aos órgãos internos do abdômen, como intestinos e estômago, em contextos biológicos ou médicos.
Exemplo: A descrição realista das entranhas dos animais na obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, ilustra a crueza da vida no campo.
Sentido Psicológico-Emocional
Designa a dimensão mais íntima e subjetiva do ser, onde se originam emoções profundas e impulsos primários.
Exemplo: Na psicanálise, explorar as "entranhas" do psiquismo significa investigar traumas e desejos recalcados.
Sentido Cultural-Expressivo
Usado em expressões idiomáticas para transmitir intensidade, como "odiar nas entranhas" (ódio visceral) ou "sentir nas entranhas" (comover-se profundamente).
Exemplo: No tango argentino, a letra "Te amo com entranhas" expressa uma paixão devoradora e corporal.
Sentido Econômico-Industrial
Aplica-se ao aproveitamento de subprodutos animais, como o uso de entranhas na fabricação de cordas para instrumentos musicais ou tripa para embutidos.
Exemplo: A indústria de charque no Brasil colonial aproveitava couro, carne e entranhas do gado, integrando-se a cadeias produtivas.
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