Significado de enviperar-se
Explore os principais sentidos da palavra 'enviperar-se', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.Tornar-se ou ficar irado, furioso, colérico.
- v.(Fig.) Tornar-se ou ficar extremamente intenso, agressivo ou hostil (em contexto não humano).
- v.(Arcaico) Envenenar-se ou ser envenenado (sentido etimológico direto).
Etimologia:
A palavra "enviperar-se" deriva do prefixo "en-", que indica causar ou tornar-se, e do substantivo "vípera", que significa serpente venenosa. O verbo sugere, portanto, o ato de tornar-se semelhante a uma vípera, isto é, ficar irado ou furioso, como se estivesse tomado por um veneno.
Sinônimos (sentido comum):
irritar-se, zangar-se, enfurecer-se, exasperar-se, aborrecer-se, indignar-se
Antônimos (sentido comum):
acalmar-se, serenizar-se, tranquilizar-se, pacificar-se, apaziguar-se, sossegar-se, moderar-se, domar-se, refrear-se, controlar-se
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se ao processo interno de acúmulo de ira até um ponto de ruptura, onde a raiva domina o estado emocional e comportamental.
Exemplo: Um indivíduo que, após sucessivas frustrações no trabalho, se envipéra durante uma reunião, perdendo o controle e dirigindo insultos aos colegas.
Sentido Social
Descreve a dinâmica pela qual um grupo ou coletivo é tomado por um sentimento generalizado de indignação e hostilidade, potencializando conflitos.
Exemplo: A população, diante de um novo escândalo de corrupção, envipéra-se e toma as ruas em protestos violentos.
Sentido Literário/Retórico
Utilizado como recurso estilístico para personificar forças da natureza ou abstrações, atribuindo-lhes fúria e caráter vindicativo.
Exemplo: "O mar se envipérava contra os rochedos, cuspindo espuma e sal como um gigante ofendido" (uso metafórico comum em descrições épicas).
Sentido Filosófico-Existencial
Pode simbolizar a reação virulenta do indivíduo ao confrontar o absurdo da existência ou injustiças ontológicas, uma revolta metafísica que consome a razão.
Exemplo: O personagem Raskólnikov, em "Crime e Castigo", de Dostoiévski, envipera-se contra a ordem moral que o condena, num misto de culpa e fúria autodestrutiva.
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