Significado de epanalepse
Explore os principais sentidos da palavra 'epanalepse', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Figura de linguagem que consiste na repetição de uma palavra ou expressão no início e no fim de um verso, frase ou período.
- s.f.Figura de estilo que retoma, no final de uma unidade sintática, a mesma palavra ou expressão usada no seu início.
- s.f.Recurso retórico de repetição usado para criar ênfase, clareza ou efeito estético.
- s.f.Estrutura de repetição que pode marcar delimitação ou circularidade no discurso.
- s.f.Figura de construção caracterizada pela repetição do mesmo termo nas extremidades de um segmento do discurso.
Etimologia:
A palavra "epanalepse" deriva do grego ἐπανάληψις (epanálepsis), composta por ἐπί (epí, "sobre") e ἀνάληψις (análēpsis, "repetição"), significando literalmente "repetição sobre".
Sinônimos (sentido comum):
repetição, redundância, reiteramento, recapitulação, repetição enfática, eco, ressurgência, reprise, retorno
Antônimos (sentido comum):
originalidade, novidade, inovação, discrição, singularidade, variação, diversidade, mudança, diferença, alteração
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Retórico e Argumentativo
Na oratória e no discurso persuasivo, a epanalepse é empregada para enfatizar uma ideia-chave, tornando-a mais memorável e impactante para o auditório. Ela estrutura o raciocínio, criando um efeito de conclusão que retorna ao ponto de partida, reforçando a mensagem.
Exemplo: no discurso "A guerra é o horror, o horror é a guerra", a repetição vincula os termos de forma inescapável.
Sentido Literário e Poético
Na literatura, especialmente na poesia, a epanalepse é utilizada para criar ritmo, musicalidade e uma sensação de unidade ou clausura no verso ou estrofe. Pode sugerir temas de circularidade, destino ou enclausuramento.
Exemplo: no verso "O nada, o nada, só o nada é o nada", de Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa), a repetição explora um tema filosófico através da forma.
Sentido Analítico e Linguístico
Na análise do discurso e na linguística textual, a epanalepse é estudada como um mecanismo de coesão e estruturação do texto, que contribui para a sua organização e para a sinalização de fronteiras entre unidades discursivas maiores. Ela funciona como um marcador de delimitação, ajudando o leitor a processar a informação.
Sentido Mnemônico e Didático
Na transmissão de conhecimento, a estrutura da epanalepse é aproveitada como técnica para facilitar a memorização de regras, definições ou conceitos, devido ao seu padrão repetitivo e circular que fixa a informação.
Exemplo: em máximas ou provérbios como "Quem não arrisca, não petisca, quem não arrisca" (adaptado), a repetição auxilia na retenção da ideia.
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